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Você sabia? Nem toda dor lombar é comum ou mau jeito

Em alguns casos, pode ser algo mais sério e especialista explica quando procurar ajuda médica

Por Maraísa Bueno
28 nov 2025, 12h00
Nem toda dor lombar é comum e especialista explica quando procurar por ajuda médica
Nem toda dor lombar é comum e especialista explica quando procurar por ajuda médica (stefamerpik/Freepik)
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A dor lombar é extremamente frequente na população, e muitas pessoas acabam não dando a devida atenção por achar comum ou por ter dado mau jeito. O fato é que algumas características dessa dor podem indicar algumas doenças autoimunes, entre elas, a chamada Espondiloartrite Axial.

O reumatologista Joaquim Vasques explica quando a dor na coluna merece atenção e porquê é importante procurar ajuda médica para investigar a causa, “rigidez matinal, redução de mobilidade na região dos quadris após acordar ou períodos de repouso e, especialmente, se vier acompanhada de outras doenças como psoríase, doenças inflamatórias intestinais, uveite (inflação nos olhos) e fadiga.

Nesses casos é importante procurar por um reumatologista para uma avaliação e dar início a um tratamento precoce”, orienta o especialista, que atende na clínica EV Citi, referência em tratamentos de doenças autoimunes com formação em reumatologia pela USP.

A espondiloartrite axial é uma forma de artrite inflamatória que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. Esta condição pode levar a dor crônica e rigidez, impactando significativamente na qualidade de vida de pessoas afetadas por essa condição.

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Para o reumatologista a causa exata do seu aparecimento em algumas pessoas pode estar ligado a fatores genéticos, e muitas vezes, o diagnóstico pode ser desafiador devido à natureza “traiçoeira” dos sintomas.

Para se ter certeza do diagnóstico é importante realizar uma avaliação detalhada dos sintomas e histórico familiar; exames físicos que identificam as áreas de dor e rigidez, exames de imagens que detectam inflamações e exames de sangue que possam ter a presença do gene HLA- B27. Este conjunto de análises irá diagnosticar a doença com precisão.

Tendo o diagnóstico é importante entrar com o tratamento, que varia de acordo com a intensidade da doença e sintomas, como: medicamentos antinflamatórios, fisioterapia, terapias imunológicas, dieta saudável e prática de exercícios regularmente.

Para manter uma qualidade de vida é importante que a pessoa acometida pela espondiloartrite axial mantenha o compromisso dos tratamentos, siga as recomendações do reumatologista e busque ajuda emocional para enfrentar os desafios diários desta condição.

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Veja 5 exercícios para fortalecer a lombar:

1. Extensão lombar no solo

Deite-se de bruços, com as mãos apoiadas atrás da cabeça. Inspire e, ao expirar, eleve o tronco levemente, mantendo o olhar voltado para o chão. Esse exercício ativa os eretores da espinha, responsáveis por estabilizar a coluna, e ajuda a desenvolver resistência muscular sem sobrecarregar as articulações.

2. Prancha super-homem

De bruços, estenda os braços à frente e eleve, ao mesmo tempo, os braços e as pernas. Segure por alguns segundos antes de retornar. O movimento trabalha toda a cadeia posterior (incluindo lombar, glúteos e isquiotibiais) e melhora a coordenação e o equilíbrio muscular.

3. Ponte

Deitada(o) de costas, flexione os joelhos e apoie os pés no chão. Eleve o quadril até que o tronco forme uma linha reta dos ombros aos joelhos, contraindo glúteos e lombar. A ponte é eficaz para estabilizar o core e reduzir sobrecargas na parte inferior das costas. Pode ser intensificada com o uso de peso sobre o quadril.

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4. Stiff

Com os joelhos levemente flexionados e a coluna neutra, incline o tronco à frente segurando halteres ou barra. Além de fortalecer a lombar, o movimento ativa os músculos posteriores de coxa e glúteos. A execução deve ser controlada, evitando que as costas se curvem, o que pode causar lesões.

5. Prancha tradicional

Em posição de apoio, mantenha o corpo alinhado e o abdômen contraído. A prancha é um dos exercícios mais eficazes para treinar os músculos estabilizadores da lombar, além de trabalhar abdômen, ombros e quadris.

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