Ballet: a modalidade pode ser uma aliada no combate ao estresse

Betina Dantas, criadora do método oficial Ballet Fitness, ainda ensina os passos para um treino em casa

Surgido nas cortes italianas do século 16, o ballet clássico ainda encanta muita gente. E foi para compartilhar a sua paixão por ele – e pela dança em si – que a bailarina e educadora física Anna Paula Martins (conhecida como Anninha) se dedica à modalidade há mais de 25 anos. Ela, que é de Pirassununga, interior de São Paulo, tem formação com direito a diploma reconhecido pelo MEC e certificado do Royal Academy of Dance. E resolveu complementar seus conhecimentos com a faculdade de Educação Física.

Anninha nos ajudou a entender por que o ballet é considerado tão completo. Confira:

Benefícios do ballet para o corpo 

  • Desenvolve habilidades motoras. 

“Quem começa a praticar a dança logo é desafiado na questão de destreza e habilidades motoras.”

  • Ajuda na bilateralidade. 

“Sabe aquelas pessoas que sentem certa dificuldade de diferenciar com rapidez o lado esquerdo do direito? Geralmente são elas são mais emocionais do que racionais. O ballet ajuda nisso.”

  • Auxilia no alinhamento articular. 

“Alonga e melhora a postura. A diferença é clara entre quem pratica e quem não.”

  • Trabalha a força muscular. 

“Movimentos e posições exigem da musculatura o tempo todo. Principalmente o core, na parte do abdômen, glúteos e adutores e abdutores das pernas.”

  • Aquisição de mais flexibilidade. 

“A flexibilidade está muito relacionada com os nossos limites individuais: há pessoas que realmente nascem mais flexíveis. Mas com a dança, todo mundo pode adquirir a habilidade dentro de seus próprios patamares.”

  • Mais potência. 

“Os saltos exigem explosões de força – isso é a potência dos músculos.”

Benefícios do ballet para a mente

  • A música nos envolve e acalma. 

“Os movimentos ao ritmo da música realmente podem nos deixar mais calmos.”

  • Seu lado cognitivo é trabalhado.

“O ballet exige que você decore movimentos e coreografias – o que recruta nossa atenção e melhora o lado cognitivo – muito importante para prevenir o Alzheimer.”

  • Há melhoras na autoestima e confiança. 

“Há um maior conhecimento do próprio corpo. E, com isso, a nossa imagem corporal também evolui.”

  • Você aprende a expressar melhor os sentimentos. 

“Na dança, aprendemos a expressar nossos sentimentos por meio dos movimentos. Isso é transportado para fora dela, para o cotidiano.”

  • A dança é uma meditação ativa. 

“É como na ioga, só que com movimentos mais intensos. Você precisa estar concentrado e com a mente no presente para realizar melhor os passos.”

Ballet Fitness by Betina Dantas

O ballet fitness é uma modalidade que veio da adaptação do clássico com foco no tônus muscular. Durante a aula são feitos exercícios na barra, fora dela e no chão. Sustentação, isometria, abdominais e agachamentos são as palavras-chaves que vão te fazer suar. Betina Dantas (@balletfitness), sua criadora, conta que a ideia surgiu quando ela, que é bailarina profissional e educadora física, sofreu uma contusão no tornozelo que a forçou a parar os treinos por um tempo. “Como odiava musculação, senti que meu corpo foi perdendo a definição. Assim, decidi usar os movimentos do ballet a meu favor e criei o Ballet Fitness. Comecei as aulas para as mães e foi um sucesso”. Hoje, ela já é instrutora de muitas famosas, como a Sabrina Sato.

Além de músculos fortalecidos, a instrutora explica que as sessões podem garantir a melhora na respiração, aumento da flexibilidade, equilíbrio e maior consciência corporal. Tudo, é claro, ao ritmo de música (que varia do estilo mais clássico para os alongamentos até batidas mais agitadas na hora dos movimentos desafiadores). E a mente agradece. “É uma ótima pedida para a quarentena. Além de acalmar, a pessoa vai sentir mais energia para enfrentar o dia”, finaliza Betina.

Bem-estar físico está totalmente ligado ao nosso emocional. Quando você sua, já consegue sentir os benefícios que isso traz para a mente!

Betina Dantas, criadora do Ballet Fitness

Treino de Ballet Fitness para fazer na quarentena

Betina separou uma sessão de exercícios para você fazer em casa! Eles são fáceis, mas exigem alguns cuidados básicos e objetos. “Você vai precisar de um apoio de uma cadeira, mesa ou até mala de rodinha. E um colchonete ou algo parecido – eu, por exemplo, estou usando um tapete mesmo.”

A dica que ela dá é começar devagar (30 minutos nas primeiras sessões e depois ir aumentando). A aula é um circuito bem intenso, e pode ser mais pesada para quem está há um tempo parado. Vale também fazer apenas metade das repetições de cada exercício.

1 – Posterior reto

Deitado, apoie os braços no solo ao lado do corpo. Estenda a perna direita, com o pé esticado, e flexione a perna esquerda com a meia ponta no solo. Erga um pouco o bumbum. Eleve o quadril o máximo que conseguir e, ao mesmo tempo, leve o joelho direito em direção ao peitoral. De 6 a 12 repetições (cada perna).

2 – Isometria da perna

De lado, apoie a mão na barra e una os pés na quinta posição (calcanhar encostado na metade da lateral do outro pé). Flexione os joelhos, apontados para fora, e contraia o abdômen, curvando-o em direção ao apoio (mesa ou cadeira). Erga o tronco e torça-o na diagonal oposta, ao mesmo tempo que eleva o braço em direção ao teto e estende a perna de fora à frente, com o pé em ponta. 3 séries de 15 repetições (cada lado).

3 – Abdominal

Deite-se, mantendo a perna direita estendida e afastada do solo, assim como a cabeça e os braços. A perna esquerda fica flexionada e com a ponta do pé apoiada no solo. Eleve a perna direita ao mesmo tempo que ergue o tronco em direção a ela e posiciona os braços acima da cabeça. Faça de 4 a 8 repetições (cada lado).

4 – Flexão diamante

Posicione as mãos no solo, formando um triângulo com os dedos indicadores e os dedões. Os braços ficam estendidos e as pernas flexionadas, com os joelhos apoiados no colchonete e os calcanhares unidos. Contraia o core para manter o quadril encaixado e flexione os cotovelos, apontados para fora. 3 séries de 6 a 8 repetições (iniciante), 8 a 10 repetições (intermediário) e 10 a 12 repetições (avançado). Se for difícil, flexione menos os cotovelos.

5 – Oblíquo

Deite-se na lateral esquerda do corpo, erga um pouco o tronco e apoie o braço esquerdo no chão, alinhado com os ombros. A palma da mão direita aponta para o teto e o braço fica estendido. Passe a perna direita por cima da esquerda. Erga o tronco sem curvar a coluna. Leve o braço direito acima da cabeça, levemente flexionado, e eleve  as pernas. Faça 8 movimentos lentos, 8 curtos e, por fim, sustente a posição “b” durante oito segundos. Repita tudo  três vezes e então troque o lado.

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