Boa Forma Experimenta: Aula de Hip Hop
Através do Wellhub, experimentei uma aula de Hip Hop, modalidade que mistura coordenação, resistência, musicalidade e movimentos intensos do começo ao fim
Muito além das coreografias virais e das “trends” nas redes sociais, o hip hop também funciona como uma atividade física intensa, que exige coordenação, resistência e consciência corporal. E foi justamente isso que percebi ao experimentar uma aula de Hip Hop Básico.
O hip hop é um estilo de dança urbana marcado por movimentos mais livres, dinâmicos e ritmados, geralmente ligados à musicalidade do rap, R&B e pop. Diferente de modalidades mais técnicas e rígidas, o estilo tem forte influência da expressão individual e da interpretação musical, misturando passos marcados, isolamentos corporais, deslocamentos e mudanças rápidas de ritmo.
Apesar da aparência descontraída, a prática exige bastante do corpo. As coreografias trabalham resistência cardiovascular, coordenação motora, equilíbrio e memória corporal, além de exigirem atenção constante para acompanhar ritmo, contagem e transições.
Benefícios do hip hop para o corpo
Além do gasto energético elevado, o hip hop ajuda no desenvolvimento da coordenação motora e da consciência corporal, já que os movimentos exigem controle preciso de diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.
A prática também trabalha resistência física, principalmente em aulas mais longas ou coreografias mais intensas, além de estimular mobilidade, agilidade e ritmo.
Outro ponto importante é o fortalecimento muscular, especialmente de pernas e core, constantemente ativados durante deslocamentos, saltos e mudanças rápidas de direção.
Assim como outras modalidades de dança, o hip hop também traz benefícios mentais. Aprender coreografias estimula memória, concentração e raciocínio rápido, enquanto a própria prática funciona como uma forma de aliviar estresse e aumentar disposição.
Como foi a aula na prática

Escolhi fazer a aula de Hip Hop Básico. Apesar de já dançar há alguns anos, a ideia era justamente entender como seria a experiência para alguém entrando naquele estilo de aula.
O estúdio também oferece turmas para iniciantes, que talvez sejam a melhor opção para quem nunca teve contato com dança ou com o hip hop. No meu caso, a aula básica parecia um meio termo interessante entre quem já possui alguma experiência e quem ainda está começando.
A primeira diferença em relação a outras modalidades que já experimentei, foi o início da aula. Não existe um alongamento conduzido pelo professor. Cada aluno chega e faz sua própria preparação da maneira que preferir antes do início da coreografia.
E foi aí que veio minha primeira surpresa. Quando a aula começou, o professor já iniciou diretamente a coreografia, e todo mundo parecia saber exatamente o que estava fazendo. Só depois entendi que aquela sequência já vinha sendo trabalhada há cerca de três aulas.
Por já ter experiência com dança, consegui acompanhar relativamente rápido. Mas, para alguém sem contato prévio com hip hop, acredito que poderia ser um pouco confuso no início, principalmente sem saber que a coreografia já estava em andamento.
Ainda assim, isso não tornou a experiência negativa. Na prática, acabou funcionando quase como um desafio de adaptação rápida, algo muito presente em aulas de dança mais voltadas para performance e repetição coreográfica.
E, honestamente, a coreografia era bem mais intensa do que eu esperava para uma aula básica. Os movimentos exigiam bastante coordenação, velocidade e memória corporal, além de bastante atenção para acompanhar as transições. Em vários momentos, dava para sentir pernas, abdômen e fôlego trabalhando ao mesmo tempo.
Mesmo com a turma cheia, o professor conseguia dar atenção individual quando necessário. Sempre que alguém tinha dificuldade, bastava pedir ajuda que ele corrigia os movimentos e retomava partes da sequência.
Outro ponto que chamou atenção foi a energia da aula. Existe algo muito diferente em repetir uma coreografia junto com várias pessoas ao mesmo tempo, acompanhando música alta e movimentos sincronizados. Mesmo nos momentos em que eu me perdia, a experiência continuava divertida.
E talvez esse seja um dos maiores diferenciais do hip hop como atividade física: você está treinando sem perceber totalmente o esforço. No final da aula, o cansaço físico vem, mas junto com aquela sensação de descarga de energia que a dança costuma trazer. Mais do que decorar passos, a prática exige presença, ritmo e confiança corporal o tempo inteiro.
Essa aula foi feita no Westside Full Dance Studio através do Wellhub, benefício que permite você praticar diferentes modalidades em diversas academias pagando apenas uma mensalidade.





