Boa Forma Experimenta: Ballet Fitness

A convite da Les Cinq Gym, experimentei uma aula de Ballet Fitness, modalidade que combina técnicas do ballet clássico com exercícios de fortalecimento

Por Helena Saigh 6 ago 2026, 12h00
Mulher de costas, cabelo preso em coque, usando top preto de renda e calça preta, meias amarelas, praticando balé em uma barra de madeira em estúdio claro com janelas grandes
Pliés, relevés e exercícios isométricos transformam movimentos do ballet clássico em um treino intenso para pernas, glúteos, abdômen e equilíbrio. (magnific/Magnific)
Continua após publicidade
Boa Forma Experimenta: Ballet Fitness Priorizar nos meus resultados Google

Quem associa o ballet apenas à leveza dos movimentos pode se surpreender com o Ballet Fitness. A modalidade utiliza a técnica do ballet clássico como base para um treino de força e resistência, combinando exercícios funcionais com posições tradicionais da dança. O resultado é uma aula que trabalha equilíbrio, coordenação, flexibilidade e fortalecimento muscular, sem exigir experiência prévia no universo do ballet.

Criado pela bailarina Betina Dantas, o Ballet Fitness adapta movimentos clássicos para diferentes níveis de condicionamento físico. Ao longo da aula, exercícios como plié, relevé (meia-ponta) e as posições fundamentais dos pés aparecem ao lado de agachamentos, flexões, pranchas e exercícios para o core, mantendo o corpo em constante ativação.

 

 

O que o Ballet Fitness trabalha?

Diferentemente de um treino tradicional de musculação, o Ballet Fitness utiliza principalmente o peso do próprio corpo e permanências em posições isométricas. Isso significa que, além do movimento, boa parte do esforço está em sustentar a postura por alguns segundos, aumentando o tempo de contração muscular.

A modalidade fortalece principalmente pernas, glúteos, abdômen e panturrilhas, melhora a consciência corporal e estimula o equilíbrio. Como as posturas do ballet exigem alinhamento constante, a prática também contribui para uma melhor postura no dia a dia.

Outro benefício é a flexibilidade. Os alongamentos aparecem durante praticamente toda a aula e não apenas no início ou no fim do treino, característica herdada do ballet clássico.

Continua após a publicidade

Como foi a aula na prática

Mulher de costas, cabelo preso em coque, usando top preto de renda e calça preta, com meias amarelas e listras brancas, em ponta de pé, braços erguidos e dobrados, em sala de balé com barras de madeira e janelas ao fundo
(magnific/Magnific)

A sala fugia do que eu imaginava para uma aula de ballet. Além das barras fixadas nas paredes, havia colchonetes disponíveis para que cada aluna pegasse o seu antes do início da prática.

O aquecimento começou na barra, mas estava longe de ser apenas um alongamento. Os primeiros minutos já misturavam movimentos clássicos do ballet, como pliés, relevés e as primeiras posições dos pés, com exercícios de fortalecimento. Em uma sequência, por exemplo, o plié era combinado com a subida para a meia-ponta, exigindo força das pernas, equilíbrio e estabilidade ao mesmo tempo. Em outra, era preciso elevar a perna para frente, para a lateral e para trás, mantendo o tronco alinhado durante toda a execução.

Até então, a impressão era de que a aula seguiria nesse ritmo. Mas aquela era apenas a preparação.Depois das sequências na barra, o professor avisou que o aquecimento tinha terminado e a turma foi para o colchonete. A partir dali, a proposta mudava completamente.

Continua após a publicidade

Vieram flexões adaptadas, realizadas com os joelhos apoiados no chão, mas com uma amplitude de movimento muito maior do que eu imaginava. Depois, uma sequência de exercícios para o abdômen, incluindo abdominais tradicionais, oblíquos e pranchas laterais. Em seguida, exercícios em quatro apoios para fortalecimento dos glúteos.

Foi nessa parte que a intensidade da aula realmente apareceu. Os movimentos do ballet davam lugar, por alguns minutos, a um treino muito próximo do funcional. Em seguida, a turma voltava para a barra e retomava as posições clássicas da dança, alternando constantemente entre fortalecimento muscular e técnica.

Outro detalhe que chamou atenção foi o uso das cargas. Boa parte das alunas utilizava caneleiras e, em alguns momentos, pesos de punho. O professor orientava exatamente quando fazia sentido acrescentar peso aos exercícios e quando o trabalho com o próprio corpo já era suficiente.

Por ser minha primeira experiência com a modalidade, ele recomendou que eu não utilizasse cargas na maior parte da aula. A única exceção foi um exercício específico para glúteos, em que uma caneleira ajudava a aumentar a resistência sem comprometer a execução do movimento.

Continua após a publicidade

Durante toda a prática, ele também fazia correções individuais de postura, ajustando detalhes como o alinhamento da coluna, a posição dos joelhos, a abertura dos pés e a distribuição do peso do corpo. Pequenas mudanças que faziam bastante diferença na dificuldade de cada exercício.

O que mais me surpreendeu foi perceber que o Ballet Fitness não tenta reproduzir uma aula de ballet clássico nem uma aula de musculação. A modalidade cria uma terceira proposta, em que a técnica da dança é usada para potencializar o trabalho muscular.

No fim da aula, a sensação era muito diferente da que eu esperava quando entrei na sala. Saí cansada, com a musculatura das pernas, dos glúteos e do abdômen bastante exigida e entendendo por que tanta gente subestima a intensidade da modalidade. Os movimentos podem parecer delicados, mas manter a postura, controlar a execução e sustentar o próprio corpo durante quase uma hora transforma o Ballet Fitness em um treino muito mais desafiador do que aparenta.

O ballet é para todo mundo?

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.