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Como utilizar o bosu nos treinos?

Descubra como usar o bosu para deixar seus treinos mais desafiadores e estratégicos

Por Helena Saigh
19 fev 2026, 18h00 •
bosu
Instabilidade, equilíbrio e mais ativação muscular: veja como incluir o bosu na sua rotina de treino. (senivpetro/Freepik)
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  • O bosu é um daqueles acessórios que parecem simples, mas mudam completamente a sensação do exercício. Metade bola, metade base rígida, ele cria um cenário de instabilidade que desafia o corpo a trabalhar além do óbvio, especialmente quando o objetivo é melhorar equilíbrio, coordenação e controle muscular.

    Mas afinal, como usar o bosu de forma inteligente no treino?

    O que muda quando há instabilidade

    A principal característica do bosu é justamente a instabilidade. Ao realizar um movimento sobre uma superfície instável, o corpo precisa recrutar mais músculos estabilizadores para manter o alinhamento e o controle.

    “É possível usar a parte estável para baixo ou para cima, tudo depende do objetivo. A principal vantagem do bosu é que ele traz instabilidade para o movimento, o que aumenta a dificuldade dos exercícios”, explica o profissional de educação física Lucas Florêncio, gerente técnico do Grupo Smart Fit.

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    Quando a base rígida fica no chão e a parte arredondada para cima, o desafio tende a ser mais moderado. Já ao inverter, deixando a parte plana para cima, o nível de instabilidade aumenta e, com ele, a exigência de controle.

    Estudos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research indicam que exercícios realizados em superfícies instáveis aumentam a ativação de músculos estabilizadores do core, embora não substituam treinos tradicionais de força quando o objetivo é ganho máximo de carga.

    Para que serve o bosu no treino

    O bosu é especialmente interessante para treinos funcionais, reabilitação e desenvolvimento de propriocepção, que é a capacidade do corpo de perceber sua posição no espaço.

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    “E o melhor de tudo é que dá para trabalhar o corpo todo com ele. Dá para fazer, por exemplo, agachamentos e flexões de braço, assim como exercícios de equilíbrio e propriocepção (consciência corporal)”, complementa Lucas.

    Na prática, ele pode ser usado para agachamentos com instabilidade, ativando mais glúteos e core, flexões com mãos apoiadas na base, desafiando ombros e abdômen, exercícios unilaterais, como apoio em um pé só, e pranchas e variações para intensificar o trabalho do core.

    Por que contrair o core durante os exercícios?

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    Como incluir no seu treino

    O bosu não precisa substituir exercícios tradicionais. Ele pode ser inserido como complemento, especialmente em momentos do treino voltados para estabilidade, coordenação ou finalização metabólica.

    Para iniciantes, o ideal é começar com movimentos simples e amplitude controlada. À medida que o corpo se adapta, é possível evoluir para variações mais desafiadoras.

    Vale a pena usar?

    Sim, desde que o objetivo esteja claro. O bosu é excelente para melhorar equilíbrio, consciência corporal e estabilidade. Porém, se o foco principal for força máxima ou hipertrofia com cargas elevadas, o uso deve ser estratégico, e não exclusivo.

    No fim das contas, o bosu é uma ferramenta versátil. Usado com intenção, ele transforma exercícios comuns em estímulos mais desafiadores e deixa o treino muito mais dinâmico.

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