Por que a corrida virou um ritual de autocuidado entre mulheres?
No Outubro Rosa, esporte, saúde e bem-estar se encontram em uma rotina que vai além da atividade física
A corrida de rua conquistou o espaço na rotina de muitas mulheres brasileiras em diversos aspectos. Seja para aliviar o estresse da rotina corrida ou melhorar o condicionamento físico, correr deixou de ser apenas uma prática esportiva e passou a representar uma forma de autocuidado, autonomia e bem-estar.
No Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, esse movimento também abre espaço para refletir sobre a importância de olhar para a própria saúde de maneira integral.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação. De acordo com a segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, a participação feminina entre os praticantes de corrida no Brasil passou de 42% em 2024 para 50% em 2025.
O levantamento também aponta que o país chegou a aproximadamente 15 milhões de corredores, dois milhões a mais do que no ano anterior. Os dados reforçam como a modalidade vem atraindo novos públicos e se consolidando como parte do estilo de vida dos brasileiros.
A corrida se tornou uma pausa em meio à rotina corrida
Para muitas mulheres, o treino representa uma pausa em meio à rotina, um compromisso pessoal e uma oportunidade de estabelecer metas próprias.
A corrida também favorece a construção de vínculos, especialmente por meio de grupos e comunidades que compartilham desafios, conquistas e experiências. Nesse contexto, o autocuidado deixa de estar associado apenas a momentos pontuais e passa a fazer parte das escolhas cotidianas.
Durante o Outubro Rosa, essa discussão ganha uma dimensão ainda mais importante. A prática regular de atividade física contribui para a saúde e o bem-estar, mas também é fundamental lembrar que cuidar de si envolve manter os exames recomendados em dia, conhecer o próprio corpo e procurar orientação médica diante de alterações ou dúvidas.
A corrida não substitui medidas de prevenção, exames ou acompanhamento profissional, mas pode integrar uma rotina mais ampla de atenção à saúde.
Neste Outubro Rosa, a proposta é ampliar o significado do cuidado: reservar tempo para si, respeitar os próprios limites, buscar orientação profissional e encontrar atividades que contribuam para uma vida mais saudável. Afinal, cada passo pode representar não apenas uma meta esportiva, mas também uma escolha consciente de bem-estar.
15 milhões de corredores no Brasil; quais os cuidados antes de começar?
Começar a correr não é literalmente colocar um tênis e sair por aí. É preciso alguns cuidados, preparação, orientação e muito, mas muito fortalecimento para evitar lesões.
Especialistas alertam que começar a correr sem preparo adequado pode aumentar o risco de lesões, sobrecarga muscular e até complicações cardiovasculares.
Dentre eles, o cardiologista Pedro Henrique Pedruzzi Segato, da Doctoralia, plataforma de saúde, conta que um dos principais erros dos iniciantes é subestimar a exigência física da corrida.
“A corrida é uma atividade extremamente benéfica para a saúde cardiovascular e mental, mas exige preparo. Antes de iniciar, é importante realizar uma avaliação médica com exame físico e exames básicos, como eletrocardiograma e teste ergométrico”, explica.
O profissional lista alguns sintomas durante os treinos ou provas que merecem atenção imediata.
- Dor no peito,
- Tontura,
- Desmaios,
- Fadiga excessiva ou um cansaço desproporcional
“Todos podem ser sinais de alerta para doenças cardiovasculares. Principalmente em pessoas com fatores de risco ou doenças pré-existentes, esses sintomas nunca devem ser ignorados”, alerta o especialista.
Além da avaliação médica, Dr. Pedro Henrique orienta que umaboa hidratação, noites adequadas de sono e alimentação rica em carboidratos nos dias que antecedem a prova são fundamentais.
“Também é importante manter treinos regulares e, sempre que possível, contar com acompanhamento profissional”, orienta o cardiologista.
Evolução gradual e com calma!
O ortopedista Luiz Muller Avila, também da Doctoralia, destaca que a evolução nos treinos deve ser gradual.
“O preparo para uma corrida exige tempo e paciência. A progressão de distância, velocidade e tempo de treino deve acontecer aos poucos. Muitas lesões em corredores amadores acontecem justamente pelo aumento inadequado da carga”, afirma.
Joelhos, tornozelos, pés e “canelas” concentram as principais queixas dos corredores iniciantes. “As lesões mais comuns costumam envolver sobrecarga óssea, tendões e ligamentos. Exercícios de fortalecimento muscular ajudam muito na proteção das articulações e na prevenção de dores”, explica.
Me preparei para a prova, e agora?
Os especialistas também fazem um alerta importante para o dia da prova: improvisos podem comprometer o desempenho e a saúde.
“O dia da corrida não é momento para testar um tênis novo, roupas diferentes ou mudanças radicais na alimentação. O ideal é manter aquilo que o corpo já está acostumado durante os treinos”, reforça o ortopedista.
Após a prova, os cuidados continuam fundamentais. Hidratação, reposição nutricional adequada e descanso ajudam na recuperação muscular e evitam complicações.
“Água, isotônicos, refeições leves com carboidratos e proteínas, além de uma boa noite de sono, fazem parte da recuperação do organismo após a corrida”, finaliza.
Orientação é fundamental!
Além de toda a orientação profissional adequada para começar a correr, o processo de preparação para uma prova, seja ela em uma distância de 5km ou uma Maratona, o ideal é ter o acompanhamento e ajuda de uma assessoria de corrida. Veja mais aqui!
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