Henrique Fogaça fortalece relação com filho por meio das atividades físicas: “Estamos evoluindo lado a lado”

Henrique Fogaça e o filho João se conectam pela paixão por exercícios, transformando treinos em lições de vida e saúde.

Por Maraísa Bueno 20 ago 2026, 10h00 | Atualizado em 20 ago 2026, 14h49
Um homem grisalho, musculoso e tatuado, usando boné branco e óculos escuros, posa ao lado de um jovem sem camisa, com cabelo cacheado e punho cerrado, em um ambiente externo com árvores verdes ao fundo
Henrique Fogaça e o filho João: relação entre pai e filho fortalecida com as atividades físicas. (./Arquivo pessoal)
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Quem vê Henrique Fogaça nas telinhas, mostrando toda a sua seriedade em programas como Masterchef, até mesmo quando está trabalhando na cozinha, não imagina o quão paizão ele é. 

Pai de três filhos, Fogaça agora vive um momento único com o segundo filho, João, de 18 anos. Ambos se motivam a praticar atividades físicas, o que fortalece ainda mais a relação entre pai e filho. 

E ele percebeu que esse fortalecimento aconteceu de forma muito natural, além de ter se tornado um momento apenas dos dois, longe da rotina de trabalho e também das distrações do dia a dia. 

“Quando a gente faz musculação, treina força ou pratica Muay Thai juntos, não estamos apenas cuidando da saúde. Estamos compartilhando tempo de qualidade, nos incentivando e evoluindo lado a lado”.

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O chef também lembra o quanto o exemplo pode transformar pessoas: “Sempre acreditei que o exemplo vale muito mais do que qualquer discurso. Quando o João me vê comprometido com os treinos, com a alimentação e com a disciplina, ele entende na prática a importância desses hábitos. E eu também aprendo com ele. A energia e a disposição da juventude acabam me motivando a querer evoluir sempre”. 

Veja o bate-papo completo a seguir:

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Um homem barbudo de óculos escuros e boné preto abraça um jovem com cabelo loiro descolorido, ambos sorrindo levemente para a câmera, em um cenário de árvores e folhagem verde sob luz solar
(./Arquivo pessoal)

Como são os treinos de vocês hoje? Existe uma modalidade preferida ou vocês gostam de variar os exercícios?

A gente gosta de variar bastante. Fazemos musculação, treino de força e Muay Thai, porque cada modalidade traz benefícios diferentes. A musculação ajuda no fortalecimento e na preparação física, o treino de força melhora desempenho e resistência, e o Muay Thai trabalha muito o condicionamento, a coordenação e a concentração. 

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Mas treino não é só o que acontece dentro da academia. A alimentação, o descanso e a suplementação passaram a fazer parte da minha rotina e da minha visão sobre saúde e performance. 

Foi nesse processo que comecei a explorar modalidades diferentes, como o Hyrox, que combina corrida e exercícios funcionais. É um esporte que exige força, resistência e preparo físico completo, e me motivou justamente por me tirar da zona de conforto e mostrar que sempre existe espaço para evoluir. 

Existe algum treino ou desafio que vocês viveram juntos e que simboliza essa parceria entre vocês?

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Não consigo apontar um treino específico, porque o mais legal é justamente a constância. É estar junto, um incentivando o outro.

Tem dias em que um está mais cansado e o outro puxa, motiva, sobretudo agora que ele está morando comigo. Essa troca fortalece muito a nossa parceria.

O desafio nunca foi levantar mais peso ou fazer um treino mais difícil, mas manter a disciplina e transformar isso em um compromisso com a nossa saúde. 

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O que você acredita que seu filho aprendeu com você por meio das atividades físicas? E o que foi ele quem te ensinou?

Acho que o principal aprendizado foi entender que resultado não vem da noite para o dia. É disciplina, constância e comprometimento.

O treino é muito parecido com a vida: você precisa aparecer todos os dias, mesmo quando não está com vontade. E o João também me ensina bastante.

A juventude dele traz uma energia diferente, uma vontade de evoluir e experimentar coisas novas. É uma troca muito saudável. 

Homem musculoso e tatuado, de boné preto e óculos escuros, fazendo flexão com halteres na grama seca, sob luz solar intensa

Treinar juntos mudou a forma como vocês se comunicam fora dos momentos de exercício, principalmente em com a família, junto com suas filhas? De que maneira?

Com certeza. Quando você compartilha uma rotina como essa, a convivência muda naturalmente. A gente conversa mais, incentiva um ao outro e cria uma cumplicidade que vai muito além da academia.

Cada um vive essa realidade do seu jeito, respeitando a própria fase e as próprias necessidades, mas existe uma consciência maior sobre saúde e qualidade de vida.

O mais importante é que meus filhos cresçam entendendo que cuidar do corpo e da mente não é uma obrigação, e sim uma forma de viver melhor. 

Qual é a maior recompensa de dividir esse tempo de qualidade com o seu filho em meio à rotina corrida?

A maior recompensa é justamente estar presente. Minha rotina sempre foi muito intensa, entre restaurantes, televisão e outros projetos, então esses momentos acabam tendo um valor enorme.

O treino virou um espaço em que a gente conversa, troca ideias e fortalece a relação de um jeito muito natural. 

Sempre há aqueles dias em que a gente acorda e sente aquela “preguiça” de ir treinar. Um já motivou o outro nesse sentido? Como vocês se incentivam a praticar atividades físicas? 

Claro que acontece. Ninguém acorda motivado todos os dias. A diferença é que a gente não depende da motivação, depende da disciplina.

Tem dias em que eu incentivo o João, em outros é ele quem me lembra que a gente tem um compromisso. Quando você treina com alguém, fica mais difícil arrumar desculpas. 

Homem musculoso e tatuado, com barba grisalha, boné preto e óculos escuros, levanta o rosto para o céu enquanto segura um halter em cada mão, exercitando-se ao ar livre em um dia ensolarado
(./Arquivo pessoal)

Quais valores do esporte você faz questão de transmitir para o seu filho durante os treinos?

Acredito que o esporte, no geral, nos ensina disciplina e também respeito.

Numa luta, por exemplo, é importante respeitar o oponente, aprender com os erros e com as derrotas, que na vida nem sempre a gente vai ganhar, mas é importante saber lidar com os momentos de frustrações porque são nessas horas que aprendemos lições valiosas para alcançarmos nossos objetivos, e são esses valores que tento transmitir para ele também através do esporte.

Treinar acompanhado muda a motivação ou a consistência dos exercícios? Como isso acontece na prática entre vocês?

Faz diferença, sim. A motivação oscila para qualquer pessoa, mas quando você tem alguém treinando ao seu lado, a consistência fica mais fácil. Um incentiva o outro, cobra quando precisa e também comemora as evoluções. Comigo e com o João é muito assim.

Às vezes um chega mais cansado, sem muita vontade, mas o fato de saber que o outro está esperando já faz você cumprir o treino. 

Vocês costumam brincar em uma competição saudável, por exemplo, estabelecer metas juntos, como evoluir em determinado exercício? Como esses objetivos ajudam a manter a disciplina?

Sempre existe aquela brincadeira saudável. A gente se desafia, tenta evoluir na execução dos exercícios, aumentar uma carga quando faz sentido ou melhorar o desempenho.

Eu acredito que metas são importantes porque dão direção. Quando você tem um objetivo claro, seja melhorar o condicionamento, ganhar força ou simplesmente manter a rotina, fica mais fácil criar disciplina. 

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