5 exercícios de mobilidade para fazer antes do treino de posteriores

Entenda a ciência da mobilidade: essencial para um treino eficiente, sem lesões, e para performance máxima na musculação.

Por Maraísa Bueno 24 abr 2026, 16h00
Mulher de cabelo preso, top esportivo bege e calça preta, inclinada para frente, segurando halteres na academia. Ela usa luvas e fones de ouvido brancos. Ao fundo, um homem e um suporte com halteres
Mobilidade é essencial na musculação, seja para treino de inferiores, superiores e posteriores. (senivpetro/Freepik)
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Os exercícios de mobilidade são muito importantes para que você tenha um melhor desempenho e evite lesões na musculação. Eles auxiliam e te levam ao limite de quanto você consegue se mexer com uma articulação, de forma ativa. E eles são para todos os tipos de treinos, seja inferiores, superiores e também posteriores.

E saiba que mobilidade é bem diferente do alongamento tradicional. “A mobilidade foca na interação entre o controle neuromuscular e a liberdade da cápsula articular”, explica o especialista técnico da Smart Fit, Lucas Florêncio, já o alongamento tem o foco em “esticar” o músculo.

Lucas listou a seguir três pontos que mostram a importância da mobilidade antes da musculação:

  • Eficiência Biomecânica: Articulações móveis permitem que você alcance maiores profundidades (como no agachamento) mantendo o alinhamento da coluna.
  • Redução de Compensações: Se o seu tornozelo não tem mobilidade, seu joelho ou lombar compensarão o movimento, aumentando o risco de lesões.
  • Ativação Neuromuscular: O aquecimento dinâmico via mobilidade “acorda” os proprioceptores, preparando o Sistema Nervoso Central (SNC) para a sobrecarga.
  • Lubrificação Sinovial: O movimento aumenta a produção de líquido sinovial, reduzindo o atrito intra-articular antes do esforço intenso.

Por que fazer musculação é importante em todas as fases da vida?

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Veja a seguir, 5 exercícios de mobilidade para serem feitos antes do treino de posteriores, com foco em glúteos:

Mobilidade de quadril em 90-90

Sentada, com as pernas formando dois ângulos de 90 graus, o quadril gira de um lado para o outro.


Ajuda a liberar a articulação do quadril e melhorar a rotação, favorecendo agachamentos, avanços e exercícios de polia.

Mobilidade de tornozelo na parede

Com o pé firme no chão, o joelho avança em direção à parede sem tirar o calcanhar do solo.

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Melhora dorsiflexão e reduz compensações na lombar durante agachamentos.

Ponte de quadril dinâmica

Elevação repetida do quadril, com glúteos contraídos no topo.


Ativa glúteo máximo e estabiliza a lombar, deixando o movimento mais seguro.

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Avanço com alongamento de flexores

Passo largo à frente, quadril projetado para baixo e leve troca de lado.


Solta flexores do quadril e melhora a postura nos exercícios unilaterais.

Agachamento profundo com apoio

Com as mãos em um apoio, desça o quadril o máximo possível, mantendo peito aberto.


Aumenta mobilidade de quadril e tornozelos e melhora controle postural.

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O impacto no treino

O preparo do quadril influencia diretamente no desempenho do glúteo. Pesquisas publicadas no Journal of Functional Morphology and Kinesiology apontam que a ativação prévia aumenta a capacidade de gerar força e reduz compensações indesejadas.

Mobilizar antes de treinar não é um ritual dispensável. Soltar o quadril, ativar o glúteo e melhorar a amplitude articular deixa cada repetição mais eficiente e diminui o risco de desconforto, garantindo um treino mais forte desde a primeira série.

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