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Para que servem os exercícios isométricos?

Entenda o que são, como eles agem no corpo e quando fazem sentido no treino

Por Helena Saigh
16 jan 2026, 20h00 •
prancha
O método ativa o músculo sem movimento e é usado para força, estabilidade e reabilitação. (drobotdean/Freepik)
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  • Quem já segurou uma prancha por alguns segundos sabe: mesmo sem movimento, o corpo trabalha. Os exercícios isométricos são aqueles em que o músculo se contrai sem que a articulação se movimente, e por isso costumam gerar dúvidas sobre sua real eficácia dentro de um treino.

     

    Apesar de parecerem simples, esse tipo de estímulo é amplamente usado tanto no treinamento fitness quanto em processos de reabilitação, justamente por promover força, controle e estabilidade sem sobrecarregar as articulações.

    O que é a isometria, afinal?

    Segundo a personal trainer, nutricionista e colunista de Boa Forma, Aline Becker, os exercícios isométricos são aqueles em que “o músculo é contraído sem que haja movimentação da articulação”. Mesmo sem deslocamento visível, o corpo precisa manter tensão constante para sustentar a posição, o que exige alto nível de controle neuromuscular.

    Esse tipo de contração ativa fibras musculares profundas e estabilizadoras, muitas vezes pouco recrutadas em exercícios dinâmicos tradicionais.

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    O que acontece no corpo durante um exercício isométrico

    Durante a isometria, o cérebro recruta progressivamente mais fibras musculares para manter o corpo estável. Esse esforço contínuo explica sensações comuns, como tremor e fadiga precoce, principalmente em quem ainda não está adaptado ao estímulo.

    Estudos publicados no Journal of Applied Physiology mostram que esse recrutamento sustentado melhora a capacidade de ativação muscular e o controle motor, fatores essenciais para desempenho, prevenção de lesões e qualidade do movimento.

    Força sem impacto e com mais segurança

    Um dos principais benefícios da isometria é a possibilidade de desenvolver força sem gerar impacto ou estresse excessivo nas articulações. Em entrevista à Healthline, o fisioterapeuta John Rusin explica que a isometria é especialmente útil para pessoas em recuperação de lesões ou com limitações de movimento, já que fortalece a musculatura sem sobrecarregar tendões e ligamentos.

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    Por isso, exercícios isométricos são frequentemente usados em fases iniciais de reabilitação e também como complemento em treinos de força mais avançados.

    Estabilidade, postura e prevenção de lesões

    Além do ganho de força, a isometria tem papel importante na melhora da estabilidade e do equilíbrio corporal. Ao exigir manutenção postural por períodos prolongados, esses exercícios fortalecem músculos estabilizadores do tronco, quadril e coluna, fundamentais para uma boa postura e para a execução segura de outros movimentos.

    Isometria substitui outros tipos de treino?

    Não. Especialistas concordam que os exercícios isométricos não devem ser usados de forma isolada. Eles funcionam melhor como complemento dentro de um programa equilibrado, que também inclua exercícios dinâmicos, mobilidade e descanso adequado.

    A combinação de diferentes estímulos é o que garante ganhos consistentes de força, resistência e funcionalidade no dia a dia.

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