Qual a diferença do RDL para o Stiff?

Desvende as diferenças entre Stiff, RDL. Escolha o ideal para seu treino, otimizando força e prevenindo lesões.

Por Maraísa Bueno 13 jul 2026, 16h00
Mulher de cabelo preto preso em rabo de cavalo, vestindo blusa preta de manga comprida, segurando uma barra de peso prateada com as duas mãos, olhando para a direita com expressão séria em uma academia
Entenda as diferenças entre RDL e Stiff para potencializar seus treinos. (pvproductions/Magnific)
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Os exercícios RDL e Stiff parecem quase iguais: uma barra nas mãos, o tronco inclinando e o foco na força da parte de trás do corpo. Mas, na prática, a diferença do RDL para o stiff são distintas, tanto na execução quanto nos músculos ativados.

RDL e Stiff trabalham a cadeia posterior, região que envolve glúteos, posteriores de coxa, lombar e dorsais, mas cada um com um objetivo específico.

Stiff: o clássico do alongamento e da ativação posterior

O stiff é um dos exercícios mais tradicionais para fortalecer os isquiotibiais e os glúteos, além de melhorar a flexibilidade. No movimento, as pernas permanecem quase estendidas, o abdômen contraído e o tronco desce em linha reta, com os ombros alinhados à barra.

De acordo com estudos publicados no Journal of Human Kinetics, o stiff tem alta ativação dos músculos posteriores e é eficaz tanto para ganho de força quanto para prevenção de lesões. Por exigir estabilidade e controle, ele também ajuda a aprimorar a consciência corporal.

Qual é a postura correta na execução do stiff com barra?

Evandro Félix, personal trainer, explica que a postura adequada para sua execução do stiff com barras é de pés afastados na largura dos ombros, joelhos semi flexionados e estáveis dessa forma, fazendo um flexão de quadril com o tronco ereto e inclinado a frente (paralelo ao chão). “Sempre tenha os olhos apontados para os pés mantendo a cervical ereta”, completa.

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RDL: a variação com mais controle e menos amplitude

O Romanian Deadlift (RDL) é uma versão mais controlada do stiff. Aqui, o movimento é feito com menor amplitude, e a barra não encosta no chão. Isso mantém a tensão constante nos músculos posteriores e exige um trabalho mais intenso de estabilidade do tronco.

Um estudo da Strength and Conditioning Journal mostrou que o RDL é um dos exercícios mais eficazes para prevenir lesões de isquiotibiais em atletas, já que trabalha o músculo em alongamento, mas sem sobrecarga articular. É ideal para quem já tem experiência na musculação e quer evoluir com segurança.

Veja a execução correta do RDL no vídeo a seguir:

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E o levantamento terra?

O levantamento terra também é outro exercício que se  confunde com RDL e Stiff. A diferença é que o exercício envolve uma amplitude maior e o apoio total da barra no chão.

O foco é o movimento de força, que trabalha simultaneamente pernas, costas, glúteos, abdômen e antebraços.

Segundo Waldyr Maciel, gestor técnico da academia Les Cinq Gym, o levantamento terra “provoca um aumento dos hormônios anabólicos, que otimizam o ganho de massa muscular”. Ele também destaca que o exercício “trabalha muito os músculos lombares e dorsais, o que possibilita ganhos posturais”. No entanto, alerta: a técnica precisa estar correta. “Se feita de forma inadequada, a execução pode gerar sobrecarga muscular ou articular, especialmente na lombar.”

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Veja como executar o levantamento terra de forma correta no vídeo abaixo:

Como escolher o melhor para o seu treino?

Cada exercício tem um papel específico dentro do treino. O stiff é excelente para quem busca alongamento e força nos posteriores; o RDL, para estabilidade e controle; e o levantamento terra, para potência e aumento de força global.

De acordo com um estudo da Sports Biomechanics Journal, alternar entre essas variações dentro da semana de treino pode maximizar o desempenho e reduzir riscos de desequilíbrio muscular.

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No fim, não é sobre qual é o melhor, mas sobre como combiná-los. Usar as três variações de forma estratégica, respeitando o nível de condicionamento e a técnica, pode transformar a performance e o equilíbrio do corpo.

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