O que causa a sensação de ‘queimação’ no músculo?
Aprenda sobre a sensação de queimação nos músculos durante o treino: suas causas científicas e sua real importância para os resultados.
O que causa a sensação de “queimação” no músculo no treino? O efeito costuma gerar curiosidade entre os praticantes de exercícios físicos. Entender os motivos por trás dele tende a envolver o esclarecimento do que ocorre dentro da estrutura muscular durante o esforço. Continue a leitura e descubra!
O que causa a sensação de ‘queimação’ no músculo?
Quando o músculo é submetido a um esforço intenso e prolongado, ocorre um aumento na demanda de energia para sustentar essas contrações.
Com isso, de maneira temporária, surge uma maior produção de acúmulo de alguns metabólitos (lactato, íons de hidrogênio e fosfato inorgânico, por exemplo), que acabam alterando o ambiente e resultando na queimação
Os metabólitos, especialmente os íons de hidrogênio, provocam uma redução no pH dos músculos transitoriamente, tornando-o mais ácido e desencadeando a sensação de “ardor” durante os treinos.
Na prática, o fenômeno costuma aparecer principalmente durante sessões mais vigorosas, que envolvam um número maior de repetições e que mantenham o músculo sob tensão por um maior tempo.
Queimação no músculo significa treino melhor?
Sentir o músculo queimando não é o único indicador de que o treino está trazendo resultados. Embora possa significar que o músculo está sendo trabalhado e submetido a um nível elevado de exigência, o efeito, por si só, não garante que a prática será “melhor” e surtirá mais ganhos.
Quando o assunto é se dar bem e desenvolver mais músculo, força e resistência, é importante mencionar que existe um conjunto de fatores que faz toda a diferença e merece atenção.
Entre os pontos fundamentais estão: dieta balanceada, recuperação, progressão de carga, execução correta, intensidade adequada e volume de treinos.
“Hipertrofia muscular não é sorte, nem resultado de treinos aleatórios. Trata-se de uma adaptação biológica altamente organizada, que depende de estímulos corretos, disponibilidade de nutrientes e recuperação adequada”, explica Bianca Vilela, fisiologista do exercício e colunista de Boa Forma.
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