O que causa a sensação de ‘queimação’ no músculo?

Aprenda sobre a sensação de queimação nos músculos durante o treino: suas causas científicas e sua real importância para os resultados.

Por Juliany Rodrigues 18 ago 2026, 14h00
Homem musculoso, sem camisa, com barba e cabelo escuro, fazendo rosca direta com um halter preto, olhando para baixo, em fundo amarelo
O que causa a sensação de 'queimação' no músculo? | (Magnific/Magnific)
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O que causa a sensação de “queimação” no músculo no treino? O efeito costuma gerar curiosidade entre os praticantes de exercícios físicos. Entender os motivos por trás dele tende a envolver o esclarecimento do que ocorre dentro da estrutura muscular durante o esforço. Continue a leitura e descubra!

O que causa a sensação de ‘queimação’ no músculo?

Quando o músculo é submetido a um esforço intenso e prolongado, ocorre um aumento na demanda de energia para sustentar essas contrações.

Com isso, de maneira temporária, surge uma maior produção de acúmulo de alguns metabólitos (lactato, íons de hidrogênio e fosfato inorgânico, por exemplo), que acabam alterando o ambiente e resultando na queimação

Os metabólitos, especialmente os íons de hidrogênio, provocam uma redução no pH dos músculos transitoriamente, tornando-o mais ácido e desencadeando a sensação de “ardor” durante os treinos.

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Na prática, o fenômeno costuma aparecer principalmente durante sessões mais vigorosas, que envolvam um número maior de repetições e que mantenham o músculo sob tensão por um maior tempo.

Queimação no músculo significa treino melhor?

Sentir o músculo queimando não é o único indicador de que o treino está trazendo resultados. Embora possa significar que o músculo está sendo trabalhado e submetido a um nível elevado de exigência, o efeito, por si só, não garante que a prática será “melhor” e surtirá mais ganhos.

Quando o assunto é se dar bem e desenvolver mais músculo, força e resistência, é importante mencionar que existe um conjunto de fatores que faz toda a diferença e merece atenção.

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Entre os pontos fundamentais estão: dieta balanceada, recuperação, progressão de carga, execução correta, intensidade adequada e volume de treinos.

Hipertrofia muscular não é sorte, nem resultado de treinos aleatórios. Trata-se de uma adaptação biológica altamente organizada, que depende de estímulos corretos, disponibilidade de nutrientes e recuperação adequada”,  explica Bianca Vilela, fisiologista do exercício e colunista de Boa Forma.

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