Sentir o músculo queimando significa mais resultado?

Desvende a verdade sobre a queimação muscular nos treinos. Saiba o que ela significa e o que importa para seus resultados.

Por Juliany Rodrigues 6 jul 2026, 14h00
Homem musculoso, sem camisa, com barba e cabelo curto, fazendo rosca direta com um halter preto, olhando para baixo com concentração, contra um fundo amarelo liso
Sentir o músculo queimando significa mais resultado? | (Magnific/Magnific)
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Durante os treinos, você já sentiu uma sensação de queimação nos músculos? Esse efeito acontece devido à fadiga e ao acúmulo de metabólitos desencadeado pelo esforço físico. Muitas pessoas acreditam que, quando ele ocorre, quer dizer que o exercício está sendo mais eficiente ou que haverá um aumento mais expressivo de massa muscular. Mas, afinal, será que isso realmente faz sentido?

Sentir o músculo queimando significa mais resultado?

Sentir o músculo queimando não é o único indicador de que o treino está trazendo resultados. Embora possa significar que o músculo está sendo trabalhado e submetido a um nível elevado de exigência, o fenômeno, por si só, não garante que a prática será “melhor” e surtirá mais ganhos.

Essa sensação se manifesta principalmente porque, durante os exercícios, há um acúmulo significativo de metabólitos (lactato, íons de hidrogênio e fosfato inorgânico, por exemplo), que altera o pH do músculo, deixando-o mais ácido e resultando na ardência/queimação.

Na prática, o fenômeno costuma surgir especialmente durante treinos mais intensos, que envolvam um número maior de repetições e que mantenham o músculo sob tensão por um maior tempo.

Quando o assunto é se dar bem e desenvolver mais músculo, força e resistência, é importante mencionar que existe um conjunto de fatores que faz toda a diferença e merece atenção. Entre os pontos fundamentais estão: dieta balanceada, recuperação, progressão de carga, execução correta, intensidade adequada e volume de treinos.

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Hipertrofia muscular não é sorte, nem resultado de treinos aleatórios. Trata-se de uma adaptação biológica altamente organizada, que depende de estímulos corretos, disponibilidade de nutrientes e recuperação adequada”,  explica Bianca Vilela, fisiologista do exercício e colunista de Boa Forma.

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