Como evitar que o bíceps tire o foco do treino de costas

A participação do bíceps é natural, mas pode indicar falhas na execução

Por Helena Saigh 21 abr 2026, 18h00 | Atualizado em 24 abr 2026, 14h21
Mulher de costas, com trança, usando top esportivo rosa e calça preta, braços levantados e mãos na nuca, exibindo músculos definidos e um smartwatch branco no pulso esquerdo, em fundo cinza claro
Se o braço domina no seu treino de costas, quer dizer que as costas podem estar sendo pouco ativadas (yanalya/Freepik)
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Se você termina um treino de costas com o bíceps mais cansado do que as dorsais, a dúvida é inevitável: será que o exercício está sendo feito da forma correta?

A resposta não é tão simples. Isso porque, nos movimentos de puxada, o bíceps participa naturalmente, mas a forma como ele entra no exercício pode dizer muito sobre a qualidade da execução.

O que acontece durante o movimento

Exercícios como remadas e puxadas envolvem a flexão do cotovelo, ação diretamente ligada ao bíceps.

Por isso, ele sempre será recrutado. O estudo “Electromyographical Activity of Selected Trunk Muscles During Lat Pulldowns and Variations”, mostra que o bíceps é ativado em diferentes variações de puxada, mesmo quando o foco está nas costas.

Quando isso foge do esperado

O problema não é sentir o bíceps, mas sentir só ele.

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Quando o movimento é conduzido principalmente pelos braços, a ativação das costas tende a diminuir. Isso pode acontecer por falta de controle escapular, execução inadequada ou uso de cargas acima do ideal.

Pesquisas também publicadas no Journal of Strength and Conditioning Research, como por exemplo o estudo “Effects of Grip Width and Forearm Orientation on Muscle Activity During the Lat Pulldown”, mostram que pequenas mudanças na execução já alteram significativamente quais músculos são mais recrutados.

O papel da execução

Um dos pontos mais importantes está no início do movimento.

A ativação das escápulas, levando os ombros para trás e para baixo antes de puxar, é o que direciona o esforço para as costas. Sem esse ajuste, o corpo tende a compensar com os braços.

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Além disso, movimentos rápidos ou com impulso reduzem o controle e aumentam a participação de músculos auxiliares.

Dá para corrigir?

Na maioria dos casos, sim. Ajustar a carga, desacelerar o movimento e focar na trajetória dos cotovelos são estratégias que ajudam a redistribuir o esforço.

A própria atenção ao músculo também influencia. Um estudo chamado publicado no European Journal of Applied Physiology, mostrou que direcionar o foco para o músculo trabalhado aumenta sua ativação durante o exercício.

No fim, o que isso significa

Sentir o bíceps no treino de costas é esperado. Mas quando ele se torna o principal responsável pelo esforço, pode ser um sinal de que o estímulo não está chegando onde deveria.

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