Evolução física em casa: é possível treinar com eficiência sem sair do lar?
Especialista explica os fatores que fazem o corpo ganhar força e condicionamento
Entre promessas de “começar na segunda-feira” e rotinas que não deixam espaço para o autocuidado, o Brasil vive uma contradição: nunca se falou tanto em saúde e bem-estar, mas os índices seguem preocupando.
Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, indicam que 68% dos adultos brasileiros têm excesso de peso (31% com obesidade e 37% com sobrepeso), e a projeção é que o país ultrapasse 115 milhões de pessoas acima do peso até 2030. Nesse cenário, cresce uma dúvida prática que trava muita gente: se exercitar em casa traz o mesmo efeito que treinar no ambiente da academia?
Para Flávia Cristófaro, educadora física formada pela Universidade de São Paulo (USP), ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva (2011–2014) e fundadora do Elah App, plataforma online de exercícios voltada ao público feminino, a resposta é simples: o lugar, por si só, não determina a transformação corporal. “O corpo não sabe se você está em casa ou na academia, ele responde ao estímulo. Quando existe consistência, progressão e um método bem feito, dá para evoluir nos dois formatos”, explica.
5 exercícios aeróbicos para fazer em casa
1. Polichinelo
O polichinelo consiste em um movimento pliométrico que utiliza o peso do próprio corpo (calistenia). É um exercício que pode ser feito facilmente em qualquer lugar.
Um estudo de 2017 conduzido por cientistas da unidade de pesquisa de Ciências do Esporte e Exercício da Universidade de Palermo, Itália, mostrou que movimentos de calistenia contribui para a postura, a força e a composição corporal sem exigir a utilização de grandes equipamentos.
Apesar de trabalhar principalmente pernas, ombros e abdome, o polichinelo ativa diversos músculos ao mesmo tempo, e seus benefícios incluem queima calórica, melhora da saúde dos ossos, ganho de força e aumento da resistência física.
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2. Burpee
O burpee é um exercício intenso que envolve uma sequência de movimentos como agachamento, flexão de braços e salto. Ele exige muito equilíbrio e flexibilidade durante sua execução.
3. Dança
Um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine mostrou que tanto a dança de intensidade moderada quanto a caminhada de intensidade moderada foram associadas a um menor risco de morte por doença cardíaca, mas a primeira teve um efeito protetor ainda maior.
A prática utiliza a maioria dos músculos do corpo, mas especialmente o abdômen, os isquiotibiais, quadríceps, glúteos e panturrilhas.
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4. Corrida estacionária
A corrida estacionária pode ser uma boa opção para quem treina em casa ou tem pouco tempo. No entanto, por envolver impacto repetido, é preciso atenção.
Um estudo publicado no Journal of Biomechanics, aponta que o impacto articular pode ser semelhante ao da corrida tradicional quando o exercício é feito de forma intensa. Por isso, pessoas com dores nos joelhos, tornozelos ou quadril devem optar por versões adaptadas, como marcha acelerada no lugar.
5. Pular corda
Pular corda consiste em uma atividade que você pode fazer em praticamente qualquer lugar, o que faz dela uma ótima opção para quem tem uma rotina corrida.
Além de ser acessível, a prática conta com outras vantagens, incluindo a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e do condicionamento físico.
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