Treino full body: transforme seu corpo apenas com o peso do corpo

Com variedade de exercícios, o treino com peso do corpo pode ser completo e intenso

Por Helena Saigh 13 abr 2026, 20h00 | Atualizado em 14 abr 2026, 14h53
Young woman doing yoga or pilates exercise
Sem equipamentos, dá para montar um treino full body eficiente e desafiador. (teksomolika/Freepik)
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Sem academia, sem equipamentos e sem desculpas. O treino full body com peso do corpo é uma das formas mais práticas de manter a rotina e ainda pode ser intenso o suficiente para gerar resultados.

 

A lógica é simples: usar movimentos que ativem vários grupos musculares ao mesmo tempo, aproveitando o próprio corpo como carga.

Por que apostar nesse tipo de treino?

O full body permite trabalhar o corpo inteiro em uma única sessão, o que otimiza o tempo e mantém o estímulo muscular mesmo com poucos dias de treino.

Além disso, exercícios de calistenia recrutam várias musculaturas ao mesmo tempo, aumentando o próprio corpo como carga e melhorando o condicionamento físico.

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Treino full body para fazer em qualquer lugar

A ideia é montar um circuito com exercícios que se complementam e ativam o corpo de forma equilibrada.

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  • Agachamento

Base do treino e um dos movimentos mais completos. Trabalha glúteos, quadríceps e posterior de coxa.

Para executar corretamente, mantenha os pés na largura dos ombros, o peito aberto e desça como se fosse sentar, levando o quadril para trás.

Um ponto importante é manter o peso distribuído no meio do pé e no calcanhar, evitando jogar o corpo para frente.

  • Flexão de braço
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Ativa peitoral, tríceps e core ao mesmo tempo.

O corpo deve permanecer alinhado da cabeça aos pés, com abdômen contraído durante todo o movimento.

Se estiver muito difícil, comece com os joelhos apoiados ou use uma superfície elevada. Para intensificar, desacelere a descida.

  • Afundo 

Trabalha pernas e glúteos de forma unilateral, o que ajuda no equilíbrio e corrige assimetrias.

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Dê um passo à frente e desça até formar aproximadamente 90 graus com os joelhos.

Evite deixar o joelho da frente ultrapassar muito a ponta do pé e mantenha o tronco estável.

  • Prancha

Foco total no core e na estabilidade do corpo.

Apoie os antebraços no chão e mantenha o corpo alinhado, sem deixar o quadril cair ou subir demais.

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O segredo está na contração ativa do abdômen e dos glúteos, não só em “ficar parado”.

  • Burpee

Um dos exercícios mais completos, pois mistura força e cardio.

Começa em pé, vai para a posição de flexão e volta com um salto.

Eleva bastante a frequência cardíaca, sendo ótimo para aumentar o gasto energético. Para facilitar, pode tirar o salto ou fazer o movimento mais lento.

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  • Mountain climber

Trabalha core, ombros e condicionamento.

Na posição de prancha, leve os joelhos alternadamente em direção ao peito, mantendo o quadril estável.

Quanto mais controlado o movimento, maior o trabalho abdominal.

  • Elevação pélvica

Foco direto nos glúteos.

Deitado, com os pés apoiados no chão, eleve o quadril contraindo os glúteos no topo do movimento.

Segurar por 1 a 2 segundos lá em cima aumenta bastante a intensidade.

  • Polichinelo ou salto no lugar

Responsável por manter o estímulo cardiovascular.

Pode parecer simples, mas ajuda a elevar a frequência cardíaca entre os exercícios de força.

Se quiser intensificar, aumente o ritmo ou transforme em saltos mais explosivos.

Como organizar o treino

Você pode montar o treino em formato de circuito:

  • 10 a 15 repetições por exercício
  • 30 a 40 segundos para exercícios de core
  • 30 a 60 segundos de descanso
  • 2 a 4 voltas no circuito

Se quiser aumentar a intensidade, diminua o descanso ou acelere o ritmo.

Funciona mesmo?

Sim, principalmente quando há consistência e intensidade.

Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostra que exercícios com peso do corpo podem gerar alta ativação muscular, dependendo da execução.

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