Alimentos afrodisíacos funcionam? Descubra o que a ciência diz sobre eles
A ciência explica se os famosos alimentos afrodisíacos realmente funcionam. Descubra a verdade sobre libido e nutrição.
Existem alguns alimentos que são bastante lembrados quando o assunto é despertar o desejo sexual, entre eles, pimenta, chocolate, ostras e vinho tinto. Mas, afinal, será que eles realmente funcionam? O que a ciência diz sobre o tema? Neste Dia dos Namorados, entenda a seguir se essas opções podem, de verdade, proporcionar efeitos afrodisíacos!
Alimentos afrodisíacos funcionam? Descubra o que a ciência diz sobre eles
Não existem evidências científicas de que um alimento, por si só, seja capaz de aumentar a libido de maneira imediata. No entanto, há nutrientes que são apontados como aliados para mecanismos biológicos relacionados à saúde sexual, como circulação sanguínea, produção hormonal e sensação de bem-estar.
“A ciência não reconhece nenhum alimento como responsável por aumentar a libido de forma imediata. O que observamos é que determinados nutrientes podem favorecer processos fisiológicos importantes para a resposta sexual, especialmente aqueles relacionados à saúde cardiovascular e vascular”, ressalta o nutricionista Rodrigo Vieira, fundador e CEO da WebDiet.
É importante lembrar que a função sexual recebe influência de muitos aspectos, incluindo saúde vascular, qualidade do sono, movimento do corpo, equilíbrio hormonal e a parte mental.
“Por isso, não existe um ingrediente milagroso, mas sim hábitos que favorecem o funcionamento adequado do organismo como um todo”, diz Vieira.
O que a ciência sabe sobre os alimentos mais famosos
Ostras
As ostras carregam uma quantidade significativa de zinco, um mineral que desempenha um papel interessante na questão hormonal e reprodutiva.
No entanto, ao contrário do que muitas pessoas podem acreditar, consumir ostras em um jantar romântico não gera um aumento imediato do desejo sexual.
Pimenta
A capsaicina, substância presente na pimenta, estimula a frequência cardíaca, a circulação e a liberação de endorfinas (um neuro-hormônio associado à sensação de prazer). Mas não há comprovações de que o alimento atue diretamente como um estimulante sexual.
Maca peruana
A maca peruana tem sido amplamente estudada quanto aos seus efeitos na libido. Algumas pesquisas sugerem que ela possa ser benéfica para o desejo sexual e para determinados aspectos dessa função.
“As vantagens da maca peruana costumam surgir após semanas de consumo regular. Não estamos falando de um efeito imediato, como muitas vezes se imagina”, destaca Vieira.
Chocolate e vinho
Chocolate amargo, frutas vermelhas, uvas e vinho tinto são alimentos fontes de polifenóis, compostos antioxidantes explorados pelos seus potenciais benefícios à saúde cardiovascular.
Entretanto, é necessário ressaltar que isso não deve servir como uma justificativa para o aumento do consumo de álcool.
“No caso do vinho, os estudos analisam principalmente a ação dos polifenóis sobre a função vascular. Isso não significa que beber mais vinho vá melhorar a vida sexual. A moderação continua sendo fundamental”, alerta Vieira.
Alimentos ricos em nitratos naturais
Alimentos ricos em nitratos naturais ou em precursores do óxido nítrico podem colaborar positivamente para a parte vascular no nosso organismo. Os exemplos são: beterraba, rúcula, espinafre, vegetais folhosos, castanhas, sementes e leguminosas.
“Quando falamos em saúde sexual, a circulação sanguínea tem um papel central. Por isso, alimentos que favorecem a função vascular podem contribuir indiretamente para a resposta sexual, especialmente quando fazem parte de uma dieta equilibrada”, explica.
Muito além do prato
Para manter uma boa libido e preservar a função sexual, é indispensável prestar atenção em vários fatores, que vão desde o quesito físico até o emocional e comportamental.
Uma alimentação equilibrada pode ser favorável ao longo do tempo, porém não substitui pontos como conexão afetiva, manejo do estresse, atividade física, sono adequado e saúde mental.
“É essencial ter em mente que a libido é multifatorial“, conclui o nutricionista.
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