Eletrólitos: você realmente precisa suplementar?

Eletrólitos: moda ou necessidade real? Saiba a verdade sobre esses minerais, quem precisa suplementar na rotina fitness e os riscos do excesso

Por Juliany Rodrigues 18 set 2026, 22h00
Mulher de cabelo curto e escuro, vestindo blusa esportiva azul, bebe água de uma garrafa amarela com tampa vermelha, apoiada em um corrimão metálico. Ao fundo, uma cidade com prédios e árvores sob céu azul claro
Eletrólitos: você realmente precisa suplementar? | (Magnific/Magnific)
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Os eletrólitos popularizaram nas redes sociais, principalmente em conteúdos relacionados ao mundo fitness. Diante da repercussão desses produtos, surge a seguinte dúvida: será que todo mundo precisa utilizá-los no dia a dia? 

Disponíveis em diferentes formatos, por exemplo, sachês para diluição e bebidas prontas para consumo, os eletrólitos fornecem minerais como sódio, potássio e magnésio, que participam de funções importantes no organismo.

Esses micronutrientes estão envolvidos no equilíbrio de líquidos, na transmissão de impulsos nervosos, na construção muscular, nas reações metabólicas e na parte cardíaca.

Eletrólitos: será que você precisa mesmo deles?

De acordo com Thyago Nishino, nutricionista, o eletrólito não é sinônimo de produto de hidratação e muito menos de algo milagroso. Os minerais presentes nessas alternativas são realmente fundamentais para o nosso corpo, porém isso não quer dizer que uma pessoa saudável precise consumir suplementos ou bebidas enriquecidas diariamente.

“Em muitas situações, uma alimentação equilibrada e a ingestão adequada de água já são suficientes.”, explica ele.

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Quando os eletrólitos podem ser recomendados?

A necessidade do uso de eletrólitos pode ser sugerida em situações de perda significativa de líquidos e sais minerais, por exemplo, exercício físicos muito intensos e prolongados, episódios de vômitos ou diarreia, certas condições de saúde e e exposição prolongada ao calor, especialmente quando há transpiração excessiva

Nesses casos, a estratégia de hidratação deve sempre levar em consideração o contexto, a intensidade da perda e as necessidades individuais.

“Durante uma atividade física comum, de duração moderada, não é obrigatório recorrer a uma bebida esportiva ou a um produto com eletrólitos. Já em exercícios prolongados, com muita sudorese ou realizados sob calor intenso, a reposição de água e de determinados minerais pode ter outra importância. O ponto é não transformar uma necessidade específica em uma indicação universal”, afirma Nishino.

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“Se a pessoa passou o dia trabalhando, fez uma atividade leve e está se alimentando normalmente, água costuma cumprir muito bem o papel de hidratação. Se houve uma sessão prolongada de exercício, muita transpiração ou perda importante de líquidos, a composição da bebida passa a ser mais relevante”, acrescenta ele.

Quais os riscos do excesso de eletrólitos?

Existem alguns riscos associados ao excesso de eletrólitos, e eles incluem complicações neurológicas, renais e cardíacas. O consumo indiscriminado é ainda mais perigoso para pessoas diagnosticadas com determinadas doenças ou que usam medicamentos que interferem no equilíbrio de minerais.

“Antes de escolher uma bebida porque ela está na moda, vale perguntar: quanto eu estou perdendo de líquido, em que situação estou e o que realmente preciso repor? Hidratação não precisa ser complicada. O produto deve estar a serviço da necessidade, e não o contrário”, conclui Thyago.

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