O que é dieta anti-inflamatoria e como fazer

Essa estratégia alimentar tem foco no consumo de bons alimentos para o combate natural dos processos inflamatórios

Por Victoria Theonila Atualizado em 9 ago 2021, 14h30 - Publicado em 30 jul 2021, 19h05

Seguir uma dieta é basicamente seguir hábitos alimentares. E cada pessoa tem uma dieta específica, seja por algum objetivo, controle ou condição. A dieta anti-inflamatória, por exemplo, é uma estratégia alimentar com foco no consumo de bons alimentos para o combate natural dos processos inflamatórios. “Esse tipo de dieta melhora o funcionamento do organismo como um todo e ainda traz inúmeros benefícios à saúde. Alivia e previne os sintomas de inflamação”, explica o nutricionista Rogério Oliveira.

Alimentos anti-inflamatórios

Capaz de prevenir o surgimento e evitar o agravamento de diferentes tipos de doenças, como artrite, diabetes, Alzheimer e obesidade, a dieta anti-inflamatória é uma opção mais natural e saudável. Confira os principais alimentos consumidos nessa dieta, indicados por Oliveira.

  • Peixes ricos em ômega-3 (atum, sardinha, cavala e salmão);
  • Frutas frescas (laranja, acerola, goiaba, mamão, limão, abacate, coco, tangerina, abacaxi, romã, melancia, cereja, morangos, mirtilos, framboesas ou uvas);
  • Temperos naturais, sementes, ervas aromáticas, legumes (brócolis, couve-flor, repolho, espinafre, alface, repolho, cenoura e tomate);
  • Gorduras saudáveis (óleo de coco, azeite de oliva, sementes de chia ou de linhaça), nozes (amêndoas, amendoim, castanha do Pará ou castanha do Brasil);
  • Probióticos (iogurte natural, kombucha ou kefir).

Sempre que possível, a melhor forma de preparar esses alimentos é seguindo técnicas culinárias como grelhar, cozer, assar, cozinhar ao vapor ou ainda consumir cru. Alguns dos alimentos indicados contêm antioxidantes, como beta-carotenos, polifenóis e antocianinas, que são essenciais para o combate das inflamações no organismo.

Outros benefícios à saúde

Esse hábito alimentar colabora também para a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) e o aumento do HDL (colesterol bom), além de melhorar os níveis de glicose e reduzir o risco de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes. 

Antes de começar essa e qualquer tipo de dieta, é essencial consultar um nutricionista. Esse profissional fará uma completa avaliação para então entender as necessidades e objetivos de cada paciente e então recomendar o melhor plano nutricional individualizado. “Eu sempre recomendo uma checagem periódica das taxas metabólicas e hormonais para, a partir daí, avaliar se é necessário fazer o uso de suplementos, repor vitaminas e ativos que potencializem os resultados”, conta o nutricionista.

Além dos alimentos sólidos, é muito importante aumentar a ingestão de água e diminuir a ingestão de gordura e açúcar, alimentos que estão fora desse tipo de cardápio. “Alimentos que devem ser evitados são os que aumentam os riscos de doenças como obesidade, câncer ou diabetes. É preciso cortar os ricos em gordura, embutidos, ricos em açúcar e carnes vermelhas”, afirma.

O que evitar

Outros hábitos que podem influenciar em quadros inflamatórios do organismo, são: enfrentar um alto nível de estresse, fumar, consumir bebidas alcoólicas com frequência, ou ainda sofrer com a obesidade. “Por prevenir processos inflamatórios, essa dieta auxilia na perda de peso e de gordura corporal, a dormir melhor, na melhora da produção de hormônios (como testosterona), além de oferecer mais disposição e concentração durante o dia”, completa Oliveira.

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