Sal antes do treino: o que a ciência diz sobre a tendência
Entenda a tendência de consumir sal antes do treino, o que a ciência diz sobre os benefícios e os riscos do excesso para a saúde.
Misturar sal na água antes de correr, tomar cápsulas de sódio ou consumir bebidas ricas em eletrólitos estão entre as práticas que têm sido bastante comentadas no universo fitness, especialmente por prometerem melhora do desempenho, prevenção de cãibras e aumento da resistência.
Mas, afinal, será que realmente fazem sentido ou não são uma boa ideia? Entenda, a seguir, por que elas têm se tornado tendência e se vale a pena incluí-las na rotina de treinos.
Sal antes do treino: por que virou moda?
A ingestão de sal antes do treino virou moda porque o sódio, principal eletrólito perdido pelo suor, desempenha funções essenciais no corpo, participando da contração muscular, da transmissão de impulsos nervosos e da manutenção do equilíbrio dos líquidos corporal.
“Durante exercícios longos, especialmente sob calor intenso, essa perda pode ser significativa”, comenta Ana Cristina Gutiérrez, nutricionista esportiva, mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.
Entretanto, para a maioria das pessoas, aumentar deliberadamente o consumo de sal dificilmente traz benefícios e ainda pode elevar os riscos à saúde.
Sal antes do treino: o que a ciência diz sobre a tendênciaw
Uma revisão de 145 estudos divulgada na Performance Nutrition aponta que não há evidênecias de que atletas precisem de uma ingestão de sódio maior no dia a dia, uma vez que o organismo tende a regular naturalmente as perdas de sódio pelos rins e pelas glândulas sudoríparas.
O American College of Sports Medicine (ASCM) orienta que a ingestão adicional de sódio não é necessária para a maioria dos indivíduos que se exercitam.
A reposição do eletrólito pode ser considerada somente em situações de perda elevada de suor, como provas de endurance ou atividades prolongadas (acima de uma hora) feitas sob calor intenso. Nesses casos, é interessante apostar em bebidas esportivas formuladas especialmente para esse fim, com orientação profissional.
“Hoje dispomos de bebidas isotônicas, que repõem os eletrólitos de forma muito segura, conveniente, prática e baseada nas melhores evidências científicas”, afirma o médico nutrólogo e mestre em Nutrição e Alimentos, Dr. Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos Nutricionais da Herbalife.
A água costuma ser suficiente para a hidratação em casos de atividades físicas com duração menor do que uma hora, em intensidade moderada e realizadas em ambientes frescos.
O risco do excesso de sal
“O excesso de sal (ou sódio) na alimentação favorece a elevação da pressão arterial e, a longo prazo, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal”, diz o nutrólogo.
Nesse sentido, a ingestão de cápsulas de sal ou de água com esse ingrediente pode fazer mais mais do que bem, especialmente quando a pessoa é diagnosticada com hipertensão ou tem predisposição a esse problema de saúde.
Por fim, vale mencionar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo de 5 gramas de sal por dia.
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