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O universo da corrida de um jeito que você nunca viu! Por Maraísa Bueno

Lipedema e corrida: quem tem a condição pode praticar?

Entenda como a corrida e outras atividades físicas impactam o lipedema, com orientações de especialistas para sua saúde.

Por Maraísa Bueno 14 ago 2026, 22h00
Mulher loira de costas, vestindo top e calça legging pretos, correndo em uma pista de concreto ladeada por um muro de pedras à esquerda e árvores frondosas à direita, com um prédio ao fundo sob o sol
Quem tem lipedema pode correr? Especialista responde! (./Magnific)
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Lipedema e corrida: quem tem a condição pode praticar? Priorizar nos meus resultados Google

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e nos braços, que pode causar dor, sensibilidade, hematomas frequentes e sensação de peso nos membros.

E quem tem lipedema, sabe que as atividades físicas são uma das principais aliadas no seu controle.

Mas, apesar disso, será que a corrida também é um esporte que contribui para quem possui a condição?

Segundo Beatriz Berenchtein, coordenadora de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, não existe uma resposta única.

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A corrida não é proibida para quem tem lipedema, mas a indicação depende do estágio da doença, da intensidade dos sintomas e do condicionamento físico de cada paciente. Em alguns casos, o impacto pode aumentar a dor e o desconforto, principalmente quando a prática começa sem preparo ou acompanhamento profissional”, explica.

A profissional listou a seguir quais atividades costumam trazer mais benefícios e quais exigem maior atenção:

  • Caminhada: é uma excelente opção para quem está iniciando uma rotina de exercícios. Além de ser de baixo impacto, contribui para melhorar a circulação e o condicionamento físico.
  • Natação e hidroginástica: a pressão da água favorece o retorno venoso e linfático, ajudando a aliviar o inchaço e reduzindo a sobrecarga sobre as articulações.
  • Musculação: quando bem orientada, fortalece a musculatura, melhora a estabilidade das articulações e auxilia na funcionalidade dos membros inferiores.
  • Pilates: ajuda no fortalecimento muscular, na postura, na mobilidade e no equilíbrio, com baixo impacto.
  • Bicicleta: tanto a bicicleta ergométrica quanto a convencional podem ser boas alternativas para melhorar o condicionamento cardiovascular sem impactos repetitivos.
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E a corrida, como fica?

A corrida não precisa ser descartada, mas exige alguns cuidados. De acordo com o especialista, pacientes com sintomas leves e bom condicionamento podem praticar a modalidade, desde que respeitem a evolução do treino e sejam acompanhados por profissionais.

Já quem apresenta dor intensa, edema importante ou está começando a praticar atividade física pode se beneficiar mais de modalidades de menor impacto antes de incluir a corrida na rotina.

Exercícios que merecem atenção:

Mais do que evitar uma modalidade específica, o importante é observar como o corpo responde ao exercício. Atividades com muitos saltos, impactos repetitivos ou aumento brusco da intensidade podem agravar o desconforto em algumas pacientes.

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“Cada caso deve ser avaliado individualmente. O objetivo é encontrar uma atividade que promova ganhos para a saúde sem aumentar os sintomas do lipedema”, reforça a fisioterapeuta.

Além da prática de exercícios, o controle da condição pode incluir fisioterapia, alimentação equilibrada, uso de meias compressivas quando indicado e acompanhamento multiprofissional.

É importante destacar que a atuação do fisioterapeuta é voltada para o controle dos sintomas, melhora da circulação e da drenagem linfática, redução do edema quando presente, alívio da dor e preservação da mobilidade e da qualidade de vida.

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Por meio de uma avaliação individualizada, o profissional pode utilizar recursos como terapia manual, exercícios terapêuticos, prescrição de atividades físicas, orientações sobre autocuidado e compressão elástica, contribuindo para retardar a progressão da doença e favorecer a funcionalidade.

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