Como conviver com quem pensa diferente de nós
Em períodos de eleições, especialmente diante de um segundo turno, é comum percebermos como as diferenças políticas podem afetar nossas vidas e nossas relações.
Conversas ficam tensas, redes sociais se transformam em espaços de confronto e, às vezes, até os encontros com amigos e familiares se tornam desconfortáveis.
Mas como preservar nossa saúde mental em meio a tanta divisão? Como defender aquilo em que acreditamos sem transformar toda discordância em uma batalha?
Empatia não exige concordância, assim como respeito não significa abrir mão dos nossos valores!
Podemos discordar profundamente de alguém e ainda reconhecer que essa pessoa tem uma história, experiências e referências diferentes das nossas.
Isso não significa aceitar qualquer comportamento ou relativizar aquilo que consideramos importante, mas compreender que o diálogo precisa de espaço para a diferença.
Quando nos sentimos atacados ou contrariados, vale a pena fazer uma pausa e refletir, será que estamos tentando compreender o outro ou apenas esperando nossa vez de responder? Essa conversa tem espaço para uma troca verdadeira ou estamos apenas tentando provar quem está certo?
Nem toda discussão precisa terminar em convencimento, afinal, nós podemos apresentar nossos argumentos, ouvir outras perspectivas e, ainda assim, reconhecer que não temos controle sobre o que o outro pensa. Escolher não continuar uma discussão improdutiva também é uma forma de maturidade emocional!
Não se esqueça que preservar a saúde mental também é aprender a estabelecer limites, tolerar aquilo que não podemos controlar e escolher, com consciência, onde colocamos nossa atenção e nossa energia.
Algumas atitudes podem ajudar a lidar com esses próximos dias
Entenda até onde você vai. Discordar é diferente de desrespeitar. Você pode encerrar uma conversa quando ela se torna ofensiva ou desgastante.
Cuide do que você consome. Informe-se por fontes confiáveis, limite o tempo nas redes sociais e perceba quando o excesso de notícias está aumentando sua ansiedade.
Direcione sua energia para o que está ao seu alcance. Você não controla o resultado de uma eleição nem as escolhas dos outros, mas pode decidir como participa da sociedade e como deseja se posicionar.
Nas fases de incertezas, precisamos lembrar que nos manter constantemente em alerta não significa necessariamente estarmos mais preparados para o futuro.
Podemos nos importar com o que acontece no país sem responder a cada provocação ou transformar todas as relações em discussões políticas, afinal, uma sociedade democrática pressupõe diferenças.
Independentemente do resultado das eleições, continuaremos compartilhando espaços, famílias, amizades e uma sociedade. E a forma como atravessamos nossas diferenças também diz muito sobre o mundo que estamos ajudando a construir.
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
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