Não é sobre pertencer a qualquer custo!
Poucas coisas doem tanto quanto sentir que não fomos escolhidos, que não fomos incluídos, que alguém se afastou, não respondeu, não nos convidou, não reconheceu nosso esforço ou simplesmente pareceu preferir a companhia de outras pessoas.
Às vezes, uma situação aparentemente pequena é suficiente para despertar uma sensação enorme dentro de nós: “Será que não gostam de mim?”, “O que eu fiz de errado?”, “Por que não me chamaram?”, “Será que sou desinteressante?”, “Talvez eu não seja importante para ninguém.”
Nós, seres humanos, temos uma necessidade profunda de pertencimento: queremos sentir que somos importantes para alguém, que temos um lugar, que somos lembrados, incluídos e acolhidos.
Por isso, essas situações mexem tanto conosco. O problema é que, quando estamos emocionalmente machucados, nem sempre conseguimos separar aquilo que aconteceu daquilo que nossa mente concluiu sobre o acontecimento.
Na terapia cognitivo comportamental, chamamos atenção justamente para esse processo de interpretação errônea da realidade.
O fato pode ser “eles não me convidaram”, mas o que seu cérebro entende é “eles não gostam de mim” e, depois, em uma conclusão ainda maior que “ninguém gosta de mim”.
Essa generalização é uma distorção cognitiva que pode fazer uma experiência específica parecer uma confirmação sobre quem somos.
Por isso, quando sentir rejeição, tente perguntar: “O que realmente aconteceu?”, “O que estou interpretando sobre isso?” e “Existe outra explicação possível?”.
Talvez realmente tenha existido uma exclusão, e isso merece ser reconhecido. Mas ser excluído em uma situação não significa ser uma pessoa rejeitável.
Também é importante não cair no extremo oposto e colocar toda a responsabilidade no outro. Nem toda rejeição significa que o outro está errado, assim como nem toda situação difícil significa que fizemos algo errado.
Podemos olhar para a situação com responsabilidade e curiosidade: “Existe alguma coisa que eu poderia ter feito diferente?”, “Eu comuniquei o que precisava?”, “Estou esperando que as pessoas adivinhem minhas necessidades?”, “Estou interpretando algo ambíguo como uma rejeição?” ou “Estou tentando pertencer a um lugar que talvez não combine mais comigo?”.
Responsabilidade não é culpa!! É reconhecer aquilo que está sob nosso controle sem assumir para nós toda a responsabilidade pelo comportamento do outro.
Talvez o mais importante seja aprender a não transformar a rejeição em uma definição de identidade. Uma pessoa não responder à sua mensagem não determina o seu valor.
Uma amizade terminar não significa que você seja incapaz de construir vínculos. Não ser escolhido para uma oportunidade não significa que você não seja competente. Alguém não corresponder ao seu afeto não significa que você não seja digno de amor.
Algumas pessoas realmente não vão gostar de nós, algumas relações vão terminar e alguns lugares não serão capazes de nos acolher. Isso pode doer, mas não precisa se transformar em uma sentença sobre quem somos.
Quando a sensação de rejeição aparecer, tente não agir imediatamente a partir da dor. Dê um espaço entre aquilo que você sentiu e aquilo que fará com esse sentimento.
Observe seus pensamentos, questione as conclusões automáticas e procure respostas mais equilibradas. Em vez de pensar “ninguém me quer”, talvez seja possível reconhecer: “Estou me sentindo deixado de lado agora, mas não tenho como saber exatamente o que isso significa”. Em vez de “eu sempre estrago tudo”, perguntar: “O que aconteceu especificamente nesta situação e o que posso aprender com ela?”.
Esse movimento não elimina a dor, mas impede que ela conduza suas decisões.
E talvez seja necessário lembrar que pertencimento não significa ser aceito por todos! Significa encontrar relações nas quais exista espaço para reciprocidade, respeito, autenticidade e troca.
Você não precisa agradar todo mundo, estar sempre disponível ou se modificar para garantir que ninguém vá embora. Ao mesmo tempo, também pode aprender a se aproximar, conversar, reparar seus erros, demonstrar interesse e construir vínculos de maneira mais saudável.
Sentir rejeição faz parte da experiência humana. O objetivo não é se tornar alguém que nunca mais se sente rejeitado, mas alguém que consegue atravessar esse sentimento sem abandonar a si mesmo.
Você pode reconhecer que algo doeu, olhar para a sua própria responsabilidade, aprender com a situação e, ainda assim, lembrar que uma experiência de rejeição não define o seu valor. Você pode não pertencer a todos os lugares e, mesmo assim, continuar sendo alguém que merece pertencer.
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
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