Aromaterapia: Vale a pena investir?

A prática realizada desde a Antiguidade possui diversos benefícios

Por Amanda Ventorin Atualizado em 1 jun 2021, 11h08 - Publicado em 2 jun 2021, 09h00

A aromaterapia é uma terapia alternativa feita por meio dos aromas de óleos essenciais, que são substâncias curativas, podendo tratar corpo, mente e espírito. Desta forma, podem ser utilizados para melhorar a cicatrização da pele e até para auxiliar no tratamento de ansiedade e depressão. Joel Aleixo, alquimista floral da AlkhemyLab, conta que há registros da prática da aromaterapia desde a antiguidade, “No Egito Antigo, as plantas aromáticas eram utilizadas em rituais espirituais, como os de embalsamento. Na Índia, as águas perfumadas são utilizadas há mais de 5 mil anos e já foram descobertas destilarias rudimentares datadas de 3 mil anos A.C., além dos alquimistas que também faziam a utilização dos óleos essenciais durante a Idade Média”.

A prática pode auxiliar como um tratamento alternativo para corpo, mente e espírito. Os óleos essenciais podem ser grandes aliados da saúde mental, ajudando tanto a trazer estímulos ao corpo e mente quanto para trazer aconchego e calma. Sendo assim, podem ajudar em casos de depressão, pânico, ansiedade e apatia, por exemplo. “A aromaterapia pode ser praticada todos os dias. É considerada um tratamento complementar, assim não dispensa o tratamento com os profissionais adequados”, reforça o especialista. 

É possível realizar a aromaterapia de diferentes formas, segundo representantes do Expresso Mata Atlântica.

INALAÇÃO: Através de colares ou difusores de ambiente.

USO TÓPICO: Desde passar na pele, até fazer massagens. “Não recomendamos o uso direto do óleo essencial, mas sim misturado com óleos vegetais”

INGESTÃO: Podem ser ingeridos para benefícios, porém não é indicado para todos os casos e é necessário o aval de um profissional pois são extremamente concentrados.

Portanto, não há um tratamento único. Ele deve ser feito de acordo com a necessidade de cada um.

Continua após a publicidade
  • Para casos de depressão ou falta de concentração para estudos ou trabalho são recomendados óleo essenciais estimulantes, como o de pimenta preta (que também é desintoxicante), alecrim (bom para apatia e depressão pois é cardiotônico, muito rico em propriedades. Ele alimenta e vitamina o corpo e melhora muito o trato respiratório e cardíaco), melaleuca (antisséptico, anti-inflamatório e ótimo cicatrizante) e manjericão (também indicado para estresse, pois promove o equilíbrio mental).
  • Já, para casos de insônia, ansiedade ou para relaxamento são recomendados os calmantes como cânfora (que auxilia também na circulação e digestão), alfazema (antisséptico e ameniza ansiedade, nervosismo, insônia e estresse), macela (ótimo calmante e relaxante muscular) e camomila (também anti-inflamatório).

Os óleos essenciais

Hoje em dia são conhecidos mais de centenas de tipos de óleos essenciais que agem de diferentes formas como antidepressivos, tônicos, revigorantes, relaxantes, laxantes, parasiticidas, inseticidas, desinfetantes, antimicrobianos, anti-inflamatórios, analgésicos, expectorantes, emolientes, diuréticos, antivirais…. A variedade é gigantesca.

Eles são extraídos das flores, folhas, cascas de caule, frutos, madeira, sementes e de raízes e a importância de serem naturais é indiscutível. “É super importante que se tenha a noção de onde vem este aroma. Existem aromas que vêm de produtos naturais como os óleos essenciais e existem os que vêm de perfumes que são fabricados, portanto sintéticos. Os aromas sintéticos não nos ajudam ou trazem benefícios, apenas provocam uma sensação olfativa agradável. Já os aromas naturais, quando inalados, ativam muito o bulbo olfativo, estimulando o sistema límbico. Esse contato faz com que realmente existam benefícios para o ambiente e corpo, seja com efeitos aconchegantes ou estimulantes”, alerta Joel.

Os óleos essenciais podem ser utilizados de diversas formas e formatos e tem seus efeitos positivos no corpo e na mente até mesmo se colocados no ambiente por meio de sprays ambientais ou difusores, por exemplo. A utilização de um óleo essencial ou de um blend de óleos essenciais com flores pode ter efeitos variados de acordo com as plantas utilizadas, por isso dentro de casa devem ser colocados nos ambientes corretos para cada função. “O que mais indico é utilizar um veículo que não quebre tanto as moléculas dos óleos essenciais, como os sprays ambientais ou difusores com água, no qual se colocam gotas de óleo essencial, que é escolhido de acordo com os benefícios desejados”

Representante do Expresso Mata Atlântica explica as classificações, combinações e notas dos óleos essenciais.

Classificações: Misturas de diferentes compostos naturais

Madeira Canela, Cravo, Cedro, Pinho
Terra Mirra, Gengibre, Patchouli
Cítrico Laranja, Citronela, Limão
Floral Ylang Ylang, Camomila, Gerânio, Lavanda
Herbal Alecrim, Tea Tree, Manjericão, Citronela
Mentolado Menta, Hortelã pimenta
Picante Noz moscada, Anís, Canela, Cravo, Pimenta do reino
Oriental Gengibre, Patchouli
Cânfora Menta, Alecrim, Tea tree, Eucalipto, Alecrim

Combinações: Como cada classificação pode ser combinada com outra

Madeira Misturam e combinam bem com todas categorias
Terra Combinam com madeira e mentolados
Cítricos Combinam com florais, madeiras, mentolados, picantes e orientais
Florais Combinam com cítricos, picantes e madeira
Herbais Combinam bem com mentolados e madeiras
Mentolados Combinam bem com terra, cítrico, herbal e madeira
Picantes Combinam com óleos orientais, cítricos e florais
Orientais Combinam bem com Florais e cítricos
Cânfora Combinam bem com madeira.

Notas: Baseado na rapidez que se evapora. Por exemplo, a nota alta se evapora rapidamente.

Altas São os canforados, cítricos e mentolados. São os menos complexos e de ação mais rápida.
Médias São os condimentados, herbais e florais. São responsáveis pela ligação dos óleos altos e de base
Bases São terrosas, amadeiradas e resinosas. Eessa nota é a de maior duração e pela profundidade da composição, serve de base para as demais
  • Continua após a publicidade
    Publicidade