O papel da atividade física na prevenção da pressão alta

Descubra como o estilo de vida, com foco em exercícios e saúde mental, é a chave para prevenir e controlar a hipertensão.

Por Juliany Rodrigues 27 abr 2026, 22h00
Duas mulheres negras sorrindo, correndo em uma trilha de tijolos em um parque verde, com árvores e arbustos ao fundo
O papel da atividade física na prevenção da pressão alta | (freepik/Freepik)
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A hipertensão arterial é uma condição que acomete cerca de um em cada quatro brasileiros adultos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O problema, quando não tratado corretamente, pode resultar em complicações sérias, colocando até mesmo a vida em risco.

“A hipertensão não surge de forma isolada. Ela é resultado de um conjunto de fatores que envolvem estresse crônico, sedentarismo, sono desregulado e um ritmo de vida acelerado. O corpo responde a esse cenário”, diz Juliana Romantini, treinadora corpo & mente e especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University.

Cada vez mais, estudos apontam que o estilo de vida desempenha um papel central no desenvolvimento, no tratamento e na prevenção da pressão alta. E, entre os hábitos mais importantes, está a prática regular de atividades físicas.

O papel da atividade física no manejo da hipertensão arterial

A atividade física é uma das ferramentas mais eficazes para o manejo da hipertensão arterial, colaborando positivamente tanto para lidar com o problema quanto para evitá-lo.

Estudos apontam que os exercícios aeróbicos (por exemplo, caminhada, corrida, bicicleta), quando feitos regularmente, podem diminuir significativamente os níveis de pressão, além de favorecer a função vascular e a eficiência do coração.

“O movimento é um regulador natural do organismo. Um treino bem orientado, com intensidade adequada, contribui diretamente para o equilíbrio do sistema cardiovascular e para a prevenção da hipertensão”, explica.

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A mente também precisa de atenção

O manejo da pressão arterial também exige outras medidas além do movimento do corpo, e uma das mais relevantes é o cuidado com a parte mental.

O estresse é um dos maiores inimigos do bom funcionamento do organismo. Ele mantém o organismo em estado de alerta e aumenta a liberação de hormônios que afetam negativamente a pressão arterial

“A gente vive em um nível de aceleração que o corpo não foi projetado para sustentar o tempo todo. A pressão alta, muitas vezes, começa nesse excesso de estímulos e na falta de pausa. Técnicas de atenção plena ajudam a regular o sistema nervoso, melhoram a respiração, o sono e reduzem essa sobrecarga interna”, orienta.

Pesquisas mostram que o contato com a natureza é benéfico para combater as tensões do dia a dia e favorecer respostas fisiológicas positivas.

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“Pequenas mudanças de rotina já fazem diferença, como por exemplo, caminhar ao ar livre, contemplar a natureza nas pausas pós-almoço, realizar práticas respiratórias com métricas que ajudam o equilíbrio do estresse, além de manter uma alimentação natural sem ultraprocessados, observando o excesso de sódio e açúcar, são atitudes acessíveis que têm impacto real na saúde”, reforça.

“Não é sobre tratar apenas um número no exame. É sobre entender como você vive. A saúde cardiovascular está diretamente ligada à forma como lidamos com o tempo, com o estresse e com o nosso próprio corpo. Prevenir é, antes de tudo, ajustar esse estilo de vida”, conclui.

5 metas essenciais para proteger a saúde cardiovascular

 

 

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