O exercício pode ajudar na memória? O que a ciência já descobriu

Um estudo da Unicamp revela: exercícios como musculação protegem o cérebro, aprimoram a memória e combatem o declínio cognitivo

Por Juliany Rodrigues 12 out 2026, 14h00
Mulher de cabelos grisalhos curtos, vestindo roupa esportiva cinza clara, levanta halteres laranja com os braços estendidos lateralmente, em um estúdio de exercícios com um celular em tripé e tecidos de yoga aérea ao fundo
O exercício pode ajudar na memória? O que a ciência já descobriu | (Magnific/Magnific)
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O exercício físico desempenha um papel importante no cuidado com a saúde cerebral e a preservação das funções cognitivas. Quando realizado de maneira regular, o movimento do corpo está envolvido em uma série de efeitos positivos no organismo, que colaboram de forma positiva para fatores como concentração, foco, memória e capacidade de aprendizado.

O exercício pode ajudar na memória?

Uma pesquisa da Unicamp reuniu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve e separou elas em dois grupos: um que fez treinos de musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada a alta e progressão de carga, e outro que se manteve sem realizar exercícios físicos.

Após seis meses, os resultados mostraram que o primeiro grupo apresentou uma memória verbal melhor, neurônios mais fortes e resistentes e partes do cérebro ligadas ao Alzheimer protegidas contra desgaste. Já o segundo grupo registrou uma piora na saúde cerebral.

Treinar auxilia na melhora da memória, o que acontece devido a muitos fatores. Os exercícios físicos promovem um aumento do fluxo sanguíneo e da oxigenação cerebral, estimulando a neurogênese e a produção de fatores neurotróficos, que favorecem a plasticidade dos neurônios.

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A neuroplasticidade consiste na capacidade do cérebro de se adaptar, criar novas conexões e reorganizar circuitos para aprender e memorizar melhor.

“Além disso, reduz o estresse e a inflamação, colabora para a qualidade do sono e a saúde cardiovascular e regula o humor, criando um ambiente cerebral favorável à função cognitiva e à memória“, fala o Dr. Rander Alves, endocrinologista da clínica Les Peaux.

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“Se movimentar regularmente ainda reduz o declínio cognitivo relacionado à idade e melhora o bem-estar mental, contribuindo para um cérebro mais saudável e resiliente“, completa ele.

Portanto, malhar pode resultar em uma memória bem mais aguçada, com aprendizado, recuperação e retenção de informações aprimorados.

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