Existe uma idade em que começamos a perder força muscular?

Entenda a sarcopenia, a perda de massa muscular que impacta a saúde. Saiba como preveni-la com exercícios adaptados e dieta.

Por Maraísa Bueno 4 jun 2026, 16h00
Mulher musculosa de pele morena, vestindo top e calça pretos, levanta um halter preto com o braço esquerdo, exibindo bíceps e abdômen definidos, sob luz vermelha e roxa
Entenda com qual idade a força muscular diminui. (freepik/Freepik)
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A perda de força (ou massa) muscular é chamada de sarcopenia. Ela começa entre 30 e 40 anos, mas potencializa após os 60. Isso ocorre principalmente por causa das alterações hormonais e metabólicas.

Segundo a Dra. Elodia Avila, cirurgiã plástica, formada em medicina pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o envelhecimento reduz a capacidade de síntese proteica e atrapalha a regeneração das fibras musculares, o que contribui para a perda de força e volume muscular.

“Além disso, está associada a determinados fatores neurológicos e nutricionais”, completa.

A profissional também ressalta que a sarcopenia aumenta o risco de quedas, fraturas e perda de independência e autonomia, trazendo prejuízos significativos ao bem-estar e à qualidade de vida. “Ela compromete a mobilidade, a estabilidade e a realização de tarefas diárias”.

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Ou seja, para desfrutar de uma longevidade saudável, é indispensável adotar medidas que ajudem a preservar massa muscular.

Para isso, é indicado manter a prática regular de atividades físicas (musculação, por exemplo), uma dieta balanceada, rica em proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis, e ter um período de descanso adequado.

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Sarcopenia: melhores exercícios para idoso com pouca massa muscular

De maneira geral, o idoso com sarcopenia está perdendo qualidade de movimento, a função do músculo, então os exercícios são aqueles que vão reestabelecer essa função muscular. Além da musculação e algumas metodologias de exercício resistido, pilates, até a própria ioga, dependendo de como ela é administrada, também é importante apostar nos exercícios aeróbicos, que não são especificamente para ganho de massa, e sim para contribuir no reestabelecimento da função muscular.

“O exercício aeróbio vai exigir mais da condição cardiopulmonar. E aí se você tem um idoso que respira e oxigena melhor, ele terá a circulação mais adequada para fazer exercícios com maior carga. Então uma coisa complementa a outra”, explica Adriana Cognolato, educadora física da ABRASSO, Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.

Quando estamos falando do idoso, temos de levar em conta as outras comorbidades que ele possa ter, como problemas de joelhos, artrose, hérnia de disco, desgaste no quadril.

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“Levando em conta a artrose, dor na coluna, ou outras comorbidades, devo pensar como um todo, ou seja, já não posso dar tanta carga, tampouco administrar tantas repetições nessa sequência de exercício, porque a artrose é um desgaste da articulação, se eu começar a fazer, por exemplo, vários agachamentos, várias repetições de flexão de joelho, na semana seguinte esse idoso não vai andar e sentirá dor. E o tempo que ele ficar parado para diminuir a dor trará mais perda de músculo e de função muscular, então é por isso que o exercício tem que ser individualizado”, explica a profissional.

Ela lembra ainda que individualização não é ter um treinador personalizado, mas ser atendido dentro do grupo pelas necessidades dele como um todo, como um ser integral, não só como alguém que tem sarcopenia.

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