Entenda a cirurgia do DJ Pedro Sampaio e a recuperação do ligamento do joelho

DJ rompeu o ligamento cruzado anterior durante show no Rio de Janeiro. Leia a matéria completa!

Por Juliany Rodrigues
Atualizado em 20 fev 2025, 09h44 - Publicado em 19 fev 2025, 12h00
pedro sampaio cirurgia no joelho
Entenda a cirurgia que Pedro Sampaio fez no joelho | (Instagram @pedrosampaio/Reprodução)
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No mês passado, o DJ Pedro Sampaio rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho durante um show no Rio de Janeiro. Na terça-feira (18), ele contou nas redes sociais que já passou por uma cirurgia para tratar a lesão e que o procedimento foi um sucesso.

“Operei o ligamento do meu joelho (LCA) e deu tudo certo! Obrigado a todos que torceram por mim! Agora eu preciso focar na fisioterapia para recuperar 100% e voltar ainda mais forte!”, escreveu ele, na legenda da publicação feita no Instagram.

Confira:

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Saiba mais sobre a lesão de LCA

De acordo com o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, o ligamento cruzado anterior (LCA) é responsável por estabilizar a articulação do joelho, principalmente em momentos de aceleração e desaceleração ou em movimentos  de giro.

“O mecanismo do trauma geralmente envolve a movimentação do joelho para dentro ao mesmo tempo em que a tíbia é rotacionada para fora e o pé está preso ao chão”, conta o médico.

“Apesar desse tipo de lesão ser mais comum em atletas devido a movimentos bruscos de rotação ou desaceleração do joelho, cantores e DJs que realizam movimentos bruscos, repetitivos, pulos ou giros no palco que possam transmitir uma energia excessiva à articulação do joelho, também podem estar sujeitos a essa lesão, especialmente se houver torção do joelho com o pé fixo no chão”, completa o Dr. Fernando Jorge, ortopedista e especialista em cirurgias do joelho e cirurgias do quadril.

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No momento da lesão do LCA, muitas pessoas relatam sentir um estalo e uma dor súbita no joelho. Após isso, desconfortos como inchaço, redução da mobilidade e instabilidade da região podem surgir.

A intensidade dos sintomas pode variar de acordo com a gravidade do quadro. “Na dúvida, o mais importante é sempre buscar auxílio médico ao suspeitar de uma possível lesão do LCA, tanto para confirmar o diagnóstico quanto para verificar a ocorrência de outras lesões comumente associadas, como lesões do menisco e das cartilagens”, orienta Cortelazo.

Vale citar que obesidade, fraqueza muscular, sobrecarga de treinos, idade avançada, hipermobilidade articular, joelho valgo (para dentro) e lesões prévias do LCA estão entre os fatores de risco desse trauma.

Entenda a cirurgia que o Pedro Sampaio fez no joelho

A cirurgia promove a reconstrução do ligamento rompido, uma vez que essa estrutura possui baixa capacidade de cicatrização por si só.

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Segundo o Dr. Marcos, o procedimento é pouco invasivo, por ser realizado por videoartroscopia, e utiliza enxertos de tecidos, como tendões, retirados do próprio paciente para reconstruir o LCA.

“A recuperação varia, mas geralmente leva de 7 a 9 meses para retomar atividades cotidianas com segurança. Caminhar sem muletas é possível em 2 a 4 semanas, dependendo da evolução individual e da reabilitação. No entanto, atividades que exigem maior estabilidade do joelho devem ser evitadas até a completa recuperação e reabilitação”, completa o Dr. Fernando.

O processo de reabilitação pós-operatório é fundamental para o sucesso do tratamento e para prevenir recidivas ou sequelas. Ele envolve sessões de fisioterapia, para recuperar os movimentos e fortalecer o ligamento, e o uso de medicamentos para dores e inflamações.

“Também orientamos que a pessoa evite sobrecarregar peso no joelho operado nas primeiras semanas. O uso de muletas e órtese conforme orientação médica também é indicado. Para reduzir o inchaço após a cirurgia, aplicar gelo e elevar a perna pode ajudar“, afirma o especialista em cirurgias do joelho e cirurgias do quadril.

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“É importante que essa recuperação não seja apressada, pois retornar precocemente a alguma atividade esportiva ou que possa colocar o joelho em risco pode aumentar significativamente o risco de novas lesões no joelho”, finaliza Cortelazo.

 

 

 

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