Como alterar a pegada da rosca para variar o estímulo?

Mudar a posição das mãos durante a rosca pode aumentar a participação de diferentes músculos do braço e do antebraço

Por Helena Saigh 30 jul 2026, 20h00
Mulher negra com cabelo cacheado preso, vestindo top e calça verde-claro, segurando uma barra de peso com discos pretos, concentrada no exercício em uma academia com janelas grandes e pesos ao fundo
A rotação das mãos durante a rosca influencia quais músculos assumem maior participação no movimento, tornando cada pegada uma ferramenta para variar o estímulo do treino. (magnific/Magnific)
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Quem faz rosca para fortalecer os braços nem sempre precisa trocar de exercício para variar o estímulo. Em muitos casos, apenas alterar a pegada já é suficiente para mudar quais músculos trabalham com mais intensidade.

Isso acontece porque a posição das mãos modifica a mecânica do movimento e influencia a capacidade de alguns músculos produzirem força.

O que muda com cada tipo de pegada?

A pegada supinada, com as palmas voltadas para cima, é a versão mais tradicional da rosca e proporciona uma ativação equilibrada do bíceps braquial. Isso acontece porque esse músculo não atua apenas na flexão do cotovelo, mas também é o principal responsável pela supinação do antebraço.

Já a pegada neutra, conhecida como rosca martelo, reduz a vantagem mecânica do bíceps. Como consequência, músculos como o braquial e o braquiorradial passam a assumir uma parcela maior do esforço durante o movimento.

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Na pegada pronada, com as palmas voltadas para baixo, a participação direta do bíceps diminui ainda mais, enquanto o braquiorradial e a musculatura do antebraço são mais exigidos.

Como alterar a pegada da rosca para variar o estímulo?

Cada variação pode ser utilizada de acordo com o objetivo do treino.

  • Pegada supinada (palmas para cima): prioriza o trabalho do bíceps braquial.
  • Pegada neutra (palmas voltadas uma para a outra): aumenta a participação do braquial e do braquiorradial, contribuindo para um maior volume dos braços.
  • Pegada pronada (palmas para baixo): enfatiza principalmente o braquiorradial e a musculatura do antebraço.
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Também é possível variar a largura da pegada na barra. No entanto, esse ajuste costuma provocar mudanças discretas na distribuição da força. Alterar a rotação das mãos, passando da supinação para a pegada neutra ou pronada, gera uma diferença muito mais significativa no estímulo muscular.

Vale a pena variar as pegadas?

Sim. Alternar as pegadas ao longo da rotina de treino é uma estratégia para estimular diferentes músculos envolvidos na flexão do cotovelo, além de tornar o treinamento mais completo.

Isso não significa que uma pegada seja melhor do que outra. A escolha depende do objetivo, seja aumentar o foco no bíceps, desenvolver o braquial ou fortalecer também a musculatura do antebraço.

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