Boa Forma Experimenta: Yoga

Através do Wellhub, experimentei uma aula de Vinyasa Flow e relembrei como a yoga exige força, mobilidade e consciência corporal muito mais do que parece

Por Helena Saigh 8 Maio 2026, 10h00
Cinco mulheres, de costas, sentadas em tapetes de yoga com as pernas cruzadas e braços estendidos para cima, em um estúdio claro com janelas grandes
Posturas como Guerreiro II e Cachorro Olhando para Baixo exigem força, equilíbrio e estabilidade muscular durante toda a prática. (senivpetro/Freepik)
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Muito além de uma prática voltada apenas para relaxamento, a yoga também pode ser um treino intenso para força, mobilidade e resistência muscular. 

 

A yoga é uma prática milenar que combina movimentos, respiração e concentração, trabalhando corpo e mente ao mesmo tempo. Dentro das diferentes modalidades, o Vinyasa Flow se destaca pelo ritmo mais fluido e dinâmico, conectando uma postura à outra através da respiração.

Diferente de estilos mais estáticos, o Vinyasa cria sequências contínuas de movimentos, quase como um fluxo entre as posições. Apesar da aparência tranquila, a prática exige força, equilíbrio, mobilidade e bastante consciência corporal.

Benefícios da yoga para o corpo e mente

Muito além do relaxamento, a yoga também funciona como um treino completo para o corpo.

As posturas ajudam a melhorar flexibilidade, mobilidade e postura, além de fortalecer músculos de pernas, braços, costas e principalmente do core, já que muitas posições exigem sustentação e estabilidade corporal.

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O Vinyasa Flow também trabalha bastante resistência física. Como as posições são conectadas em sequência, o corpo permanece ativo praticamente o tempo inteiro, elevando a frequência cardíaca e exigindo concentração constante.

Além da parte física, a prática também tem forte impacto mental. O foco na respiração e nos movimentos ajuda a diminuir o estresse e cria uma sensação de desaceleração que continua mesmo depois da aula.

Como foi a aula na prática

Mulher de cabelos longos e castanhos, usando top cinza e calça preta, em postura de yoga com uma perna estendida para trás e a outra flexionada à frente, braços esticados para cima e cabeça inclinada para trás, sobre um tapete de yoga preto em um piso de madeira, com parede branca ao fundo

A aula escolhida foi uma turma regular de Vinyasa Flow, e não uma versão para iniciantes. Na minha cabeça, ter praticado yoga alguns meses atrás seria suficiente para acompanhar tranquilamente uma aula comum. Mas eu tinha esquecido completamente o quanto a prática exige do corpo.

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Logo ao entrar na sala, a primeira atividade não foi um alongamento, mas uma espécie de meditação guiada. A professora pediu para que todos se sentassem da maneira mais confortável possível enquanto conduzia reflexões voltadas para respiração, presença e conexão com o corpo.

Depois disso, toda a turma fez a vocalização do “Om”, mantra tradicional utilizado na yoga como forma de concentração e foco durante a prática.

O estúdio disponibiliza todos os materiais necessários para a aula. Além do tapete, cada aluno recebe dois blocos de apoio, um bolster (espécie de almofada cilíndrica), e um cobertor.

E eles realmente fazem diferença. Durante toda a prática, a professora reforçava que a ideia da yoga não é ultrapassar os limites do corpo, mas adaptar os movimentos da forma mais confortável possível. Os acessórios ajudam justamente nisso, servindo como apoio em posições mais difíceis ou em momentos de relaxamento.

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Depois da meditação, começaram os alongamentos. E foi aí que eu percebi o quanto yoga pode ser mais intensa do que parece.

O alongamento inicial era longo e profundo, não era aquela preparação rápida antes de um treino. Dava para sentir praticamente todos os músculos do corpo sendo trabalhados. Costas, pernas, braços e ombros pareciam alongar ao mesmo tempo. Meu corpo inteiro estalou.

Uma das posições feitas logo no começo foi a postura da agulha, em seu nome técnico Urdhva Mukha Pasasana, em que a cabeça e um dos ombros ficam apoiados no tatame enquanto um braço passa por baixo do tronco. A sensação é de um alongamento intenso principalmente na região das costas e ombros.

Depois disso, começaram as sequências mais tradicionais da yoga, com posições como Guerreiro I, Guerreiro II e Cachorro Olhando para Baixo.

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E esse acabou sendo o maior choque da aula. As posições parecem simples olhando de fora, mas eu rapidamente lembrei como permanecer nelas exige força muscular e resistência. Em vários momentos senti pernas, braços, costas e abdômen trabalhando ao mesmo tempo.

Outro detalhe que me chamou atenção foi como a prática é extremamente simétrica. Tudo o que fazíamos de um lado precisava ser repetido do outro, equilibrando constantemente o trabalho muscular.

Durante toda a aula, a professora passava corrigindo individualmente os alunos, ajustando postura, alinhamento e posicionamento do corpo sempre que necessário. E pequenas correções mudavam completamente a sensação dos exercícios.

Depois de várias sequências, a prática terminou com um momento de relaxamento. As luzes foram apagadas e usamos os cobertores, blocos e bolster para criar uma posição confortável enquanto a sala permanecia em silêncio.

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E talvez essa tenha sido minha parte favorita. Depois de uma aula fisicamente exigente, aquele momento final realmente trouxe uma sensação de desacelerar e voltar para o próprio corpo.

Saí da aula me perguntando por que tinha parado de fazer yoga. Mesmo sendo uma prática puxada, a sensação no final não é de exaustão. É uma mistura de cansaço físico com renovação. Você sai da aula mais leve, mais relaxado e com vontade de voltar.

Essa aula foi feita no Awake Yoga através do Wellhub, benefício que permite você praticar diferentes modalidades em diversas academias pagando apenas uma mensalidade.

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