Mito x verdade: Corrida acaba com o joelho?
Desvende se a corrida realmente prejudica os joelhos ou se é um aliado poderoso para a saúde articular, segundo a ciência.
A corrida parece ter caído no gosto dos brasileiros nos últimos tempos. Seja pela praticidade, pelo fácil acesso ou pelos benefícios à saúde, cada vez mais pessoas têm incluído a prática na rotina, participado de provas de rua e buscando evoluir no desempenho.
A modalidade é cercada por algumas dúvidas comuns, e uma das principais diz respeito ao seu impacto nos joelhos. Quem nunca ouviu por aí que correr pode destruí-los e “elevar a chance” de surgirem problemas como artrose e desgastes na cartilagem? Será que essas afirmações realmente fazem sentido ou se tratam de um mito?
“Existe um medo histórico de que a corrida ‘desgaste’ os joelhos, mas a ciência mostra que essa relação não é tão simples”, revela o médico ortopedista, parceiro da Zimmer Biomet, Dr. Guilherme Morgado Runco.
Mito x verdade: Corrida acaba com o joelho?
A ideia de que a corrida acaba com o joelho não encontra respaldo nas evidências científicas mais recentes.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, acompanhou corredores e não corredores durante 21 anos para avaliar o desenvolvimento de osteoartrite, dor e incapacidade física ao longo do envelhecimento.
A pesquisa mostrou que não houve aumento do risco de osteoartrite entre corredores em comparação com o grupo que não aderiu à atividade no dia a dia.
Os resultados ainda apontaram que, ao longo das duas décadas de acompanhamento, os praticantes regulares apresentaram menor prevalência de incapacidade física, menor risco de dor crônica e melhor mobilidade ao longo da vida.
“Quando praticada com orientação, progressão adequada e preparo físico, a corrida pode ser uma grande aliada da saúde das articulações. O problema não é correr, mas correr sem preparo, ignorando sinais do corpo e sem orientação profissional”, comenta Runco.
“O movimento é essencial para a questão articular. A cartilagem não tem vasos sanguíneos próprios e depende da movimentação para receber nutrientes. Quando corremos de forma adequada, estimulamos a lubrificação articular, fortalecemos músculos estabilizadores e contribuímos para a manutenção da mobilidade ao longo do envelhecimento. Ou seja, a corrida pode ser parte da prevenção e não da causa de problemas articulares”, conclui ele.
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