Tríceps Testa: como evitar dor no cotovelo e turbinar os resultados
Quando bem executado, o tríceps testa fortalece os braços sem causar dor articular
Muito usado para hipertrofia dos braços, o tríceps testa é um exercício eficiente, mas que costuma gerar dúvidas e desconfortos, principalmente na região do cotovelo. A fama de “vilão” não vem do movimento em si, mas da forma como ele costuma ser executado dentro da academia.
Por que o tríceps testa pode causar dor no cotovelo?
O tríceps testa é um exercício monoarticular, no qual a articulação do cotovelo é a principal responsável pelo movimento. Isso faz com que a região receba uma carga mecânica elevada, especialmente quando há excesso de peso, falta de controle ou posicionamento inadequado dos braços.
Estudos de biomecânica publicados no Journal of Strength and Conditioning Research indicam que exercícios de extensão de cotovelo realizados em posições instáveis ou com grandes amplitudes podem aumentar o estresse articular quando não há controle adequado do movimento, especialmente em indivíduos com histórico de sobrecarga repetitiva.
Na prática, isso significa que erros técnicos acumulados ao longo do tempo podem resultar em dor, inflamação e até lesões.
Técnica é mais importante do que carga
Segundo o profissional da Smart Fit Lucas Florêncio, o principal cuidado ao executar o tríceps testa está no controle da articulação. “Durante todo o movimento, fixe a posição dos seus cotovelos. Eles devem permanecer apontados para frente e para cima, com o braço o mais vertical possível. A única articulação que deve se mover é a do cotovelo”, orienta.
A tentativa de levantar cargas muito altas costuma levar a compensações, como abrir os cotovelos ou usar o ombro para auxiliar o movimento, o que aumenta o risco de sobrecarga articular.
“O cuidado mais importante ao realizar esse exercício é não usar cargas muito altas. Ele é um movimento de controle e precisão, não de força bruta. Fazer com muito peso pode causar lesões no ombro”, alerta Florêncio.
O que dizem as pesquisas sobre ativação muscular
Uma análise eletromiográfica publicada no European Journal of Applied Physiology mostrou que exercícios de extensão de tríceps realizados com carga moderada e maior controle excêntrico promovem alta ativação do músculo-alvo, sem necessidade de pesos extremos. Ou seja: levantar mais peso não significa, necessariamente, mais estímulo muscular.
Esse tipo de evidência reforça que o tríceps testa pode ser altamente eficaz quando executado com técnica refinada e atenção ao ritmo do movimento.
Velocidade, amplitude e segurança
Além da carga, a forma de execução influencia diretamente os resultados e a saúde articular. “O ideal é fazer a elevação de forma lenta e controlada, sentindo o músculo sendo ativado. Se sentir dor ou desconforto na articulação do ombro, interrompa imediatamente e busque orientação de um profissional”, destaca Florêncio.
Manter uma amplitude confortável, sem descer excessivamente a barra ou os halteres, ajuda a reduzir o estresse no cotovelo e no ombro, tornando o exercício mais seguro e sustentável no longo prazo.
Vale a pena incluir o tríceps testa no treino?
Sim, desde que ele seja bem executado. O tríceps testa é um exercício eficiente para trabalhar as três cabeças do tríceps, mas exige consciência corporal, controle de carga e respeito aos limites individuais.
Quando bem orientado, ele deixa de ser um risco e passa a ser um aliado importante para força e hipertrofia dos braços.
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