L-glutamina e o seu papel na saúde intestinal

A substância, natural do corpo, pode ser suplementada com o objetivo de melhorar a recuperação muscular e regular o intestino

Por Marcela De Mingo Atualizado em 26 jul 2022, 18h33 - Publicado em 2 ago 2022, 08h00

Existem muitos suplementos no mercado – e vários deles prometem fazer maravilhas pela sua saúde intestinal. Um dos mais conhecidos é a L-glutamina, um aminoácido bastante importante para o organismo e produzido em quantidade suficiente pelo próprio corpo – mas, ainda assim, a necessidade de suplementação não é incomum. Vamos entender melhor como ela funciona? 

O QUE É L-GLUTAMINA?

“A glutamina é um dos aminoácidos mais importantes para o nosso organismo, pois pode ser utilizada como fonte de energia por diversos tecidos, além de auxiliar no fortalecimento da parede do intestino, mantendo a microbiota saudável”, explica a nutróloga Dra. Marianna Magri

As principais funções da glutamina, segundo a médica, têm relação com a tonificação da integridade das mucosas intestinais, a potencialização da imunidade e o auxílio à recuperação muscular – por isso, aliás, ela também é popular entre as pessoas que pegam pesado na academia. 

“Os suplementos são indicados quando o paciente possui problemas intestinais e na recuperação dos músculos”, continua. “É importante sempre consultar seu médico para seguir a orientação adequada ao seu corpo e às suas necessidades.” 

Aliás, essa suplementação também funciona bem no fortalecimento do sistema imune, na barreira contra doenças, reforçando a ação antioxidante e combatendo a fadiga. 

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QUAL A FUNÇÃO DA GLUTAMINA NO INTESTINO?

Um dos pontos principais dessa substância tem relação com a saúde intestinal. Não é de hoje que se fala da importância de cuidar do intestino, estimulando a reprodução de bactérias do bem que colaboram para a saúde do corpo e da mente. 

A glutamina é a maior fonte de energia das células da mucosa intestinal – tanto que é considerada uma “parede virtual”, sendo responsável por até 70% da proteção imunológica do corpo humano. 

“A glutamina alimenta as células dos intestinos delgado e grosso, os enterócitos”, explica a médica. “Quando saudáveis, estas células reduzem a permeabilidade intestinal e dificultam a passagem de organismos causadores de doenças, como vírus e bactérias.”

Mas é preciso cuidado. Apesar da glutamina ser o aminoácido mais abundante no corpo humano, a suplementação tem contraindicações: os diabéticos devem ficar longe dela, já que o seu organismo se comporta de forma incomum durante a metabolização da glutamina. 

“Em caso de uso, deve ter acompanhamento e/ou aprovação de um médico”, diz. “Quem sofre de doença renal, doença hepática ou uma condição chamada de síndrome de Reye, que causa inchaço no cérebro e no fígado, também deve evitar o uso de glutamina.”

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