
Coqueluche é uma doença altamente contagiosa, que acomete vias aéreas, ocorre principalmente em crianças e adolescentes e é causada pela bactéria Bordetella pertussis de distribuição universal.
A principal característica é a tosse seca, com inspiração prolongada, forçada e de som estridente (semelhante a um uivo) e pode levar à morte. O tratamento é feito com antibióticos.
A coqueluche é uma doença endêmica, com epidemias surgindo ciclicamente a intervalos de três a cinco anos. No Brasil, entre 2018 e 2021, foram 4.129 casos confirmados.
A transmissão é principalmente por secreções respiratórias (tosse, fala ou espirro), a infecção é altamente contagiosa e causa doença em ≥ 80% dos contatos próximos. A vacinação é a principal forma de prevenção.
Pode ser que o adulto, mesmo tendo sido vacinado quando bebê, fique suscetível novamente à doença porque a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo.
As crianças só ficam totalmente imunes à doença quando tomam as três doses necessárias da vacina. Nesses casos, a infecção pode aparecer no intervalo entre uma vacina e outra.
O indivíduo torna-se imune em duas situações: ao adquirir a doença (a imunidade duradoura, mas não é permanente); pela vacina, mínimo de 3 doses com a pentavalente (DTP+Hib+Hepatite B) um reforço aos 15 meses de idade, e um segundo reforço aos 4 anos de idade com a tríplice bacteriana (DTP).
Gestantes devem fazer uma dose da vacina do tipo adulto (dTpa) a partir da 20ª semana a cada gestação.
A imunidade não é permanente, após 5 a 10 anos, em média, da última dose da vacina, a proteção pode ser pouca ou inexistente.
Dra. Giovanna Sapienza, médica infectologista do Centro de Prevenção Meniá. @meniavacinas