Treinar alivia sintomas da menopausa?
Treinar alivia sintomas da menopausa, e esse efeito vai muito além de um benefício genérico para o “bem-estar”.
A atividade física tem impacto direto no sistema nervoso central, no metabolismo e na regulação da temperatura corporal, mecanismos diretamente envolvidos nos principais sintomas da menopausa.
O exercício ajuda a modular os centros cerebrais responsáveis pelas ondas de calor, melhora a resposta ao estresse e favorece a liberação de neurotransmissores como endorfinas e serotonina.
Com isso, há redução de sintomas como fogachos, ansiedade, irritabilidade e alterações do sono, que costumam se intensificar após a queda dos níveis hormonais.
A prática regular de exercícios contribui para a melhora das ondas de calor, do cansaço excessivo, da insônia, das mudanças de humor, da ansiedade e das dores articulares.
Além disso, o treino é fundamental para conter o ganho de peso e o acúmulo de gordura abdominal, comuns após os 40 anos.
Outro ponto central é a preservação da massa muscular e da saúde óssea, ajudando a prevenir condições como sarcopenia, osteopenia e osteoporose, que aumentam significativamente o risco de quedas e fraturas nessa fase da vida.
De modo geral, recomenda-se a prática de atividade física entre 3 e 5 vezes por semana, com sessões que podem variar de 30 a 60 minutos. Mais importante do que intensidade extrema é a regularidade e a combinação adequada dos diferentes tipos de treino.
A constância é o fator que garante benefícios sustentáveis, tanto no controle dos sintomas da menopausa quanto na preservação da saúde muscular, óssea, metabólica e cardiovascular ao longo dos anos.
Quais exercícios são ideais para quem está na menopausa?
O ideal é uma abordagem combinada e estratégica. A musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.
Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida leve, bicicleta ou dança, são essenciais para a saúde cardiovascular e para o controle da gordura abdominal, que tende a aumentar após a menopausa e eleva o risco cardiometabólico.
Já os treinos como o pilates e a yoga contribuem para equilíbrio, mobilidade, flexibilidade e controle do estresse, reduzindo o risco de quedas e melhorando a qualidade de vida.
Dra. Caroline Alonso, médica ginecologista, com mais de 10 anos de experiência, dedicada ao cuidado integral da saúde da mulher no climatério e na menopausa. Instagram: @dra.carolinealonso
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