Dizer a si mesma que emagrecer é difícil pode ajudar, diz estudo

Em pesquisa, voluntários que sabiam dos desafios de perder peso se tornaram mais conscientes de suas escolhas alimentares

A motivação é uma das principais estratégias de quem está em busca de um corpo mais enxuto, mas será que pensar constantemente “eu consigo” é mesmo efetivo? Segundo um estudo publicado no início de 2018 no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition, saber das dificuldades de um processo de emagrecimento pode trazer mais resultados positivos.

Na pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Drexel, nos Estados Unidos, 262 indivíduos obesos ou com sobrepeso foram divididos três grupos, cada um seguindo um método de emagrecimento. A primeira turma adotou a terapia comportamental, que envolve apoio em grupo, estabelecimento de metas e monitoramento da dieta; a segunda também seguiu esse modelo, mas substituiu algumas refeições por shakes e barras de proteína; já a terceira fez parte de uma ação batizada de HFE (sigla para home food environment, que, em português, significa ambiente alimentar doméstico), cujo objetivo era modificar sua alimentação em casa, passando a consumir itens saudáveis e que dão mais saciedade.

Os experts também alertaram esse último grupo sobre os desafios de perder e manter o peso. “Não fizemos isso para desencorajá-los, mas para dar a eles um senso mais realista das mudanças que podem fazer na alimentação”, esclarece Michael Lowe, líder da investigação.

Quem se saiu melhor?

Ao longo de três anos, os voluntários também se pesaram periodicamente e foram avaliados aspectos como compulsão alimentar, qualidade de vida e saúde cognitiva.

Os resultados mostraram que todos os participantes tiveram a mesma média de perda de peso. Além disso, não houve mudanças efetivas de hábitos, já que os voluntários continuaram propensos a engordar novamente.

O que chamou a atenção dos experts é que a turma HFE se mostrou mais apta a refletir sobre a dieta na hora de escolher o que comer. A hipótese dos pesquisadores é que os alertas das dificuldades enfrentadas levaram esses participantes a ficarem mais vigilantes sobre sua alimentação.

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De acordo com Michael, mais estudos são necessários, mas esses achados apontam que é possível abordar pacientes que precisam emagrecer de outras formas. “Em vez de agir como líderes de torcida, talvez os profissionais ajudem mais seus clientes ao dar uma descrição real dos desafios que eles terão pela frente”, opina.

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