Emagrecer muito rápido é perigoso? Entenda os principais riscos

Emagrecer rápido demais: entenda os perigos para sua saúde e por que a perda de peso gradual é a escolha mais inteligente.

Por Juliany Rodrigues 7 jun 2026, 22h00
Pernas de uma pessoa com calça jeans clara e tênis preto e branco subindo em uma balança analógica branca e preta, em fundo branco
Emagrecer muito rápido é perigoso? Entenda os riscos | (Magnific/Magnific)
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Emagrecer muito rápido pode ser perigoso e acontecer às custas tanto da saúde física quanto da mental. Essa situação não costuma ser a ideal quando o assunto é perder peso de maneira saudável e sustentável. Além disso, vale mencionar que, quando acontece de forma não intencional, pode servir como um sinal de alerta para a presença de condições que merecem uma investigação aprofundada.

“Quando a pessoa entra em um processo de emagrecimento, o mais recomendado é que ele ocorra gradualmente e focando na criação de novos hábitos. Emagrecer muito rápido é como tentar ler um livro inteiro em uma única noite. Você pode até chegar ao fim, mas não vai absorver quase nada. O emagrecimento gradual é o que garante um resultado duradouro”, enfatiza a Dra. Martha Gisela Farias dos Santos, endocrinologista do Hospital Quali Ipanema.

Emagrecer muito rápido é perigoso? Entenda os principais riscos

1. Metabolismo lento e desequilíbrio hormonal

Emagrecer rápido demais afeta negativamente o metabolismo e pode desencadear desequilíbrios nos hormônios mexendo, por exemplo, com os que regulam fome e saciedade. “Quando temos uma perda de peso muito grande, o corpo não entende isso como uma ‘vitória'”, cita a médica.

2. Perda de músculos

Além de afetar o bom funcionamento do metabolismo e gerar impactos negativos à questão hormonal, o emagrecimento muito rápido geralmente coloca em risco a massa muscular.

“Muitas vezes, essa perda de peso expressiva e rápida demais acontece porque a pessoa se submeteu a uma privação calórica muito grande, que faz com que o corpo entre em um estados chamado catabólico. Quando isso acontece, o corpo tende a poupar a gordura, que funciona como uma reserva de energia, e passa também a degradar o tecido muscular”, diz.

“Menos músculo significa um comprometimento da taxa metabólica basal, ou seja, a pessoa tem uma queda no gasto calórico, o que torna o emagrecimento a longo prazo muito mais difícil e facilita o ganho de gordura posterior”, completa a endocrinologista.

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Perder músculos também afeta negativamente outros pontos, entre eles, a questão articular, a força física, a funcionalidade, a mobilidade e até mesmo a longevidade.

3. Deficiências nutricionais

Emagrecer rápido demais pode gerar deficiências nutricionais, principalmente quando ocorre devido a déficits calóricos extremos, privações alimentares, dietas muito restritivas ou uso indiscriminado de medicamentos.

“Em muitos cenários, para atingir uma perda de peso rápida, há cortes drásticos nos grupos alimentares. E, sem a variedade adequada de alimentos, o corpo começa a receber menos vitaminas e minerais essenciais. As consequências disso incluem anemia por deficiência de ferro e vitamina B12, falta de zinco, biotina e proteína e falta de cálcio e vitamina D”, revela.

As deficiências nutricionais geram sintomas como enfraquecimento ósseo, fadiga crônica, baixa imunidade, queda de cabelo, unhas fracas, palidez e alterações de humor.

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4. Efeito sanfona

Emagrecer muito rápido não é a melhor ideia para conquistar resultados consistentes. Ele aumenta significativamente as chances de você sofrer com o temido “efeito sanfona”, que se caracteriza pelo reganho do peso perdido ou até mesmo pelo ganho de quilos adicionais.

5. Impactos na saúde mental

Estratégias que focam em eliminar peso de um jeito muito rápido podem afetar a saúde mental, uma vez que podem aumentar o estresse, a ansiedade e preocupação excessiva com a alimentação e o peso corporal.

“Elas ignoram a mudança de comportamento e tratam simplesmente o peso como um número isolado — e não como resultado de um estilo de vida. Nesse sentido, podem, inclusive, elevar os riscos de transtornos alimentares, que podem provocar uma agressão severa aos órgãos vitais”, aponta.

Quais cuidados são importantes para emagrecer saudável?

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