Ginasta com síndrome de Down quebra barreiras e é uma inspiração

Chelsea Werner começou a treinar aos 4 anos e já conquistou medalhas em várias competições

Por Camila Junqueira, Luiza Monteiro 21 mar 2018, 20h37

O esporte é um meio poderoso de inclusão na sociedade, mas nem sempre há espaço para todos. Atletas com síndrome de Down têm dificuldades para conseguir patrocínios e vagas em competições, inclusive nos Jogos Paralímpicos. A ginasta americana Chelsea Werner, 23 anos, é uma das poucas que conseguiram destaque em campeonatos da modalidade – e sua história serve de inspiração para todas nós.

  • Chelsea nasceu na Califórnia (EUA) e começou a praticar ginástica artística aos 4 anos de idade para ajudar a desenvolver o tônus muscular (pessoas com essa condição tendem a ter músculos moles e mais flacidez). A ideia não era levá-la a competições, afinal, parecia impossível que a garota conseguisse chegar a níveis avançados.

    Mas “impossível” nunca esteve no vocabulário de Chelsea ou de seus pais. Quando ela completou 8 anos, eles buscaram um bom técnico e a colocaram para treinar no Special Olympics, organização internacional criada para apoiar atletas deficientes. A menina era constantemente desafiada e, dessa forma, aprendia exercícios cada vez mais difíceis.

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    Em 2006, a organização cortou o programa de ginástica e os pais de Chelsea criaram a Chelsea’s Quest, uma ONG cujo objetivo era arrecadar fundos para que a jovem pudesse continuar no esporte. Na época, ela ficava em último lugar nos campeonatos, mas não tinha tanta noção de competitividade. Quando entendeu o que aquilo significava, seus treinos mudaram. “Ela percebeu que teria que trabalhar duro se quisesse conquistar medalhas”, disse o treinador Dawn Pombo ao site Today.

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    Chelsea passou a praticar 16 horas por semana e os resultados vieram rápido. Em 2012, ela participou do Campeonato Nacional de Ginástica da Special Olympics, conquistando o 1º lugar. No mesmo ano, foi convidada a ir para Londres, na Inglaterra, onde representaria seu país no primeiro Campeonato Mundial de Síndrome de Down. Voltou para casa com mais medalhas.

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    A jovem já atuou em comerciais, apareceu em programas de TV e foi convidada a ir em eventos como a Semana de Moda de Nova York, em 2016. No Instagram, Chelsea tem 134 mil seguidores e mostra ao mundo seu talento e potencial. A menina que mal conseguia ficar em pé na trave olímpica ganhou muita visibilidade – e prova que pode ir longe, independentemente de sua condição física.

    Veja mais fotos e vídeos da atleta:

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