A velocidade da descida importa mais do que a subida?

Controlar a fase excêntrica pode aumentar o estímulo para ganho de força e hipertrofia, mas isso não significa que a subida deva ser negligenciada

Por Helena Saigh 24 jul 2026, 20h00
Mulher morena com rabo de cavalo, usando top azul e calça cinza, agacha com uma barra de peso nos ombros, olhando para frente. Ela está em uma área externa com piso escuro, e ao fundo há prédios e vegetação sob um céu claro
Controlar a descida da carga aumenta o tempo sob tensão e pode potencializar os estímulos para força e crescimento muscular. (magnific/Magnific)
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Durante um exercício de musculação, é comum dar atenção apenas ao momento de levantar a carga. No entanto, a forma como o peso retorna à posição inicial também influencia os resultados do treino. Essa etapa, conhecida como fase excêntrica, costuma receber destaque entre especialistas por aumentar o tempo sob tensão e o estímulo mecânico sobre o músculo.

Por que controlar a descida faz diferença?

Na fase excêntrica, o músculo permanece ativo enquanto se alonga para controlar a descida da carga. Em vez de deixar o peso “cair”, o ideal é realizar esse movimento de forma controlada, geralmente entre dois e quatro segundos.

Esse controle aumenta o tempo sob tensão, favorece o recrutamento muscular e ainda reduz impactos desnecessários sobre as articulações.

Uma revisão publicada em 2017 por

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Brad Schoenfeld, na National Strength and Conditioning Association (NSCA), mostrou que as contrações excêntricas promovem uma sinalização anabólica mais rápida após o treino, favorecendo o processo de síntese de proteínas musculares.

O que acontece no músculo durante a descida?

Parte desse benefício está relacionada ao maior recrutamento das fibras musculares do tipo II, que apresentam maior potencial para hipertrofia.

Além disso, durante a fase excêntrica, uma proteína chamada

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titina atua como uma espécie de “mola molecular”. Ao controlar a descida da carga, ela gera tensão mecânica adicional no músculo, aumentando o estímulo para os processos de adaptação e crescimento muscular.

Outro ponto é que a contração excêntrica exige menos gasto de energia do que a fase de subida. Isso permite expor o músculo a elevados níveis de tensão sem provocar uma fadiga metabólica tão rápida.

E a subida perde importância?

Não!

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A fase concêntrica, quando o peso é levantado, continua sendo fundamental para o desenvolvimento da força e da potência muscular. Executar essa etapa de forma mais rápida ou explosiva favorece o recrutamento neural e ajuda a desenvolver força aplicada ao movimento.

Além disso, subir a carga sem excesso de lentidão evita um gasto desnecessário de energia, permitindo manter a qualidade da execução durante toda a série.

Como controlar o ritmo do exercício?

Na maioria dos exercícios de musculação, uma estratégia eficiente é realizar a subida de forma firme e controlada, enquanto a descida acontece de maneira mais lenta, levando cerca de dois a quatro segundos.

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Esse ritmo aumenta o tempo sob tensão sem comprometer a técnica e ajuda a aproveitar melhor os benefícios da fase excêntrica para força e hipertrofia.

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