Aula de funcional conta como cardio ou musculação?

Entenda como essa modalidade combina estímulos de força e resistência e descubra para qual objetivo ela é mais indicada

Por Helena Saigh 26 jun 2026, 20h00
Três pessoas, uma mulher e dois homens, fazem flexões com halteres em uma academia. A mulher, em primeiro plano, usa camiseta cinza e calça preta, com expressão concentrada, segurando um halter na mão direita e apoiando a esquerda no chão. Os homens atrás dela também seguram halteres, focados no exercício. O chão é cinza escuro e o fundo mostra equipamentos de ginástica
O treino funcional reúne exercícios de força e condicionamento, combinando características da musculação e do cardio em uma única sessão. (freepik/Freepik)
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Quem faz aula de funcional já deve ter se perguntado: afinal, esse treino conta como cardio ou como musculação? A dúvida é comum, já que a modalidade reúne exercícios de força, movimentos rápidos e circuitos que elevam a frequência cardíaca.

Na prática, o treino funcional combina características das duas modalidades. Enquanto trabalha a musculatura com exercícios resistidos, também exige um esforço cardiovascular elevado devido ao ritmo acelerado e aos curtos intervalos de descanso.

O que diferencia o treino funcional?

Ao contrário da musculação tradicional, que costuma focar grupos musculares específicos, o funcional prioriza movimentos que reproduzem ações do dia a dia, como agachar, empurrar, puxar, girar e saltar.

Essa combinação melhora força, equilíbrio, coordenação motora, agilidade, mobilidade e condicionamento físico, além de promover um gasto calórico elevado durante a sessão.

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O que mostram os estudos

As pesquisas indicam que o funcional pode oferecer ganhos de força semelhantes aos da musculação em alguns contextos. Um ensaio clínico controlado e randomizado publicado no PubMed Central (PMC) comparou homens jovens que realizaram treinamento funcional com pesos livres e praticantes de musculação tradicional. Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram ganhos semelhantes de força, resistência muscular e desempenho em testes de corrida e salto.

Já uma pesquisa brasileira realizada com mulheres idosas sedentárias, disponível na ResearchGate, mostrou que o treinamento funcional foi superior à musculação em variáveis como equilíbrio, agilidade, força de membros inferiores e qualidade do movimento após 12 semanas de intervenção.

E quando o objetivo é ganhar massa muscular?

Embora o funcional utilize exercícios de força, a musculação continua sendo a modalidade mais eficiente para quem busca hipertrofia.

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Isso acontece porque ela permite um controle maior da carga, do volume e da progressão dos exercícios, fatores fundamentais para estimular o crescimento muscular.

Por outro lado, devido ao ritmo mais intenso e aos circuitos, o funcional costuma favorecer um gasto energético maior durante a sessão e pode ser uma boa opção para quem busca melhorar o condicionamento físico e reduzir o percentual de gordura.

Então ele conta como cardio ou musculação?

A resposta é: um pouco dos dois.

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O funcional eleva a frequência cardíaca como um treino cardiovascular, mas também trabalha força por meio de exercícios multiarticulares e resistidos. No entanto, seu principal foco costuma estar no condicionamento físico global, e não na hipertrofia máxima.

Por isso, muitos profissionais recomendam combinar o funcional com a musculação para aproveitar os benefícios das duas modalidades: enquanto uma desenvolve força e massa muscular de forma mais específica, a outra melhora a resistência, a mobilidade, a coordenação e a capacidade cardiorrespiratória.

É possível ganhar massa muscular com treino funcional?

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