Boa Forma Experimenta: FitDance
A convite da Nescau, participei de uma aula de FitDance, modalidade que transforma sucessos da música em um treino divertido e cheio de energia
Muito além das coreografias que viralizam nas redes sociais, a FitDance transforma sucessos da música em uma atividade física capaz de melhorar o condicionamento, a coordenação e o gasto calórico de forma divertida. Foi exatamente essa experiência que vivi durante uma aula especial promovida pela Nescau, comandada pelo professor Allan Ramírez, um dos principais nomes da modalidade.
Criada no Brasil, a FitDance mistura diferentes estilos de dança em coreografias pensadas para serem acessíveis mesmo para quem nunca dançou. Os movimentos são construídos de forma progressiva, com bastante repetição, facilitando o aprendizado e incentivando os alunos a permanecerem em movimento durante toda a aula.
A proposta é simples: transformar o exercício em uma experiência divertida, em que o foco não está na perfeição dos passos, mas em aproveitar a música e manter o corpo ativo.
Benefícios da FitDance para o corpo
Assim como outras modalidades de dança, a FitDance é uma atividade aeróbica que contribui para o condicionamento cardiovascular e o gasto calórico.
Além disso, a prática melhora coordenação motora, ritmo, equilíbrio e consciência corporal. Como as coreografias exigem deslocamentos, mudanças de direção e movimentos simultâneos entre braços e pernas, o corpo inteiro participa da atividade.
Outro benefício é o fortalecimento muscular, principalmente de pernas, glúteos e core, constantemente ativados durante as sequências.
Mas talvez o maior diferencial esteja na adesão à prática. Por transformar o treino em um momento de lazer, muitas pessoas conseguem manter uma rotina de exercícios com mais facilidade.
“Para mim, o maior motivador é o sorriso das pessoas. Ver todo mundo alegre quando ouve uma música que conhece e que gosta”, comentou Allan Ramírez, em entrevista à Boa Forma durante a Casa Clã.
Como foi a aula na prática
A aula começou com um aquecimento rápido para preparar o corpo antes da coreografia. Em seguida, o professor começou a ensinar os primeiros movimentos de Agora ou Nunca, novo lançamento de Pedro Sampaio e Ana Castela.
Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a forma como a coreografia é construída. Em vez de ensinar uma sequência inteira de uma vez, Allan dividia a dança em pequenos blocos, repetindo os movimentos algumas vezes antes de acrescentar novos passos.
Essa repetição faz toda a diferença. Os movimentos costumam acontecer dos dois lados do corpo e aparecem mais de uma vez ao longo da música. Aos poucos, sem perceber, eu já estava dançando trechos inteiros da coreografia.
A proposta da FitDance também ajuda bastante nisso. As coreografias são pensadas para acompanhar músicas que já fazem parte do dia a dia das pessoas e, por isso, acabam sendo mais intuitivas. Você reconhece a música, entra no ritmo naturalmente e, quando percebe, já está mais preocupado em aproveitar a aula do que em lembrar qual é o próximo passo.
O ambiente também contribui muito para essa experiência. A energia da turma era alta do começo ao fim, e o próprio Allan incentivava todos a deixarem a vergonha de lado. Em vários momentos, ele lembrava que o mais importante não era executar cada movimento com perfeição, mas se divertir enquanto dançava.
Isso acaba tirando um peso que muita gente associa às aulas de dança.
No fim, os participantes foram divididos em grupos de cinco pessoas para apresentar a coreografia aprendida. Apesar daquele frio na barriga de dançar na frente dos outros, o clima era tão leve que acabou sendo uma das partes mais divertidas da aula.
Saí com a sensação de que a FitDance consegue fazer uma coisa que nem toda atividade física faz: transformar o treino em um momento de lazer. A aula é intensa, faz o corpo trabalhar o tempo todo, mas a impressão é de que os 50 minutos passam muito mais rápido porque você está concentrado na música e na coreografia, e não no esforço.





