Boa Forma Experimenta: Spinning
Através do Wellhub, experimentei uma aula de spinning, modalidade que combina ciclismo indoor, música alta e treinos de alta intensidade
Muito além de apenas pedalar, o spinning combina resistência cardiovascular, força muscular e muita energia em uma aula que acontece praticamente no ritmo da música. E foi justamente isso que encontrei ao voltar para uma modalidade que já fez parte da minha rotina.
O spinning é uma modalidade de ciclismo indoor realizada em bicicletas estacionárias, normalmente em aulas coletivas guiadas por um professor. Ao longo da prática, a intensidade varia constantemente através de mudanças de velocidade, carga e posição na bicicleta, simulando subidas, sprints e diferentes terrenos.
Apesar de ser conhecido principalmente pelo trabalho cardiovascular, o spinning também exige força muscular, especialmente de pernas e glúteos. Além disso, a modalidade demanda estabilidade do core, coordenação motora e equilíbrio, principalmente nos momentos em que os alunos pedalam em pé e executam movimentos simultâneos com os braços.
Benefícios do spinning para o corpo
O principal benefício do spinning é o condicionamento cardiovascular. As constantes variações de intensidade elevam a frequência cardíaca ao longo da aula, contribuindo para melhora da resistência física.
A modalidade também fortalece principalmente pernas, glúteos e panturrilhas, já que esses grupos musculares trabalham continuamente durante o pedal.
Outro ponto positivo é o baixo impacto nas articulações quando comparado a atividades como corrida, tornando-se uma opção interessante para quem busca um treino intenso sem sobrecarregar tanto joelhos e tornozelos.
Além dos benefícios físicos, o spinning também costuma ser associado à melhora do humor e à redução do estresse. A combinação entre música alta, ambiente coletivo e exercício intenso cria uma experiência bastante motivadora.
Como foi a aula na prática
Diferente de outras modalidades que experimentei recentemente, o spinning não era exatamente uma novidade para mim. Eu costumava fazer aulas com frequência há algum tempo e sempre gostei muito da modalidade. Ainda assim, fazia bastante tempo desde a última vez que subi em uma bicicleta de spinning.
Logo na chegada, uma coisa me chamou atenção: a preocupação em saber se era a primeira aula de cada aluno. Quem nunca praticou spinning recebe uma atenção especial da equipe e preenche uma ficha com informações sobre possíveis limitações ou condições de saúde. Pois apesar de parecer simples à primeira vista, a modalidade pode ser bastante intensa.
Antes da aula começar, também recebemos uma toalha para usar durante o treino e as sapatilhas específicas para a bicicleta. É possível pedalar usando tênis comum, se preferir, mas as sapatilhas acabam sendo a opção mais segura e confortável. Elas ficam presas diretamente aos pedais, criando uma conexão mais estável com a bicicleta durante os movimentos.
Quando a sala abriu, a atmosfera já lembrava um show. O ambiente era escuro, com iluminação colorida piscando ao longo da aula, música alta e dezenas de bicicletas posicionadas de frente para a bicicleta do professor, que fica em uma plataforma mais elevada.
Antes de começar, o professor ajuda os alunos a ajustarem a bicicleta corretamente. A altura do banco, a distância do guidão e a posição dos pés fazem diferença tanto para o conforto quanto para a segurança durante a prática.
A aula começou de forma gradual, com um aquecimento pedalando em intensidade leve e alguns movimentos de mobilidade feitos ainda em cima da bicicleta.
Mas a tranquilidade dura pouco. Conforme as músicas avançam, a intensidade aumenta rapidamente. O professor vai orientando a carga que deve ser utilizada, a velocidade desejada e o tipo de pedalada que será realizado.
E o trabalho vai muito além das pernas. Em diversos momentos da aula, os alunos realizam movimentos com os braços enquanto continuam pedalando. Algumas sequências incluem palmas, movimentos sincronizados com a música e até flexões apoiadas no guidão da bicicleta.
Grande parte desses movimentos acontece enquanto estamos em pé nos pedais, o que exige muito equilíbrio, coordenação e controle corporal. Foi justamente isso que mais me chamou atenção.
Não basta apenas manter a velocidade ou a carga da bicicleta. É preciso controlar o corpo inteiro ao mesmo tempo. Em vários momentos senti as pernas queimando enquanto tentava acompanhar os movimentos dos braços e manter a estabilidade sobre a bike.
Com música alta, luzes piscando e um professor incentivando constantemente a turma, a sensação é quase de estar em uma balada sobre bicicletas.
Outro detalhe interessante é que as bicicletas possuem um painel que mostra informações como intensidade e velocidade do pedal. Isso ajuda a acompanhar a evolução ao longo da aula e também serve como motivação durante os momentos mais desafiadores.
O professor também reforçava constantemente que cada pessoa deveria respeitar seus próprios limites. Apesar de sugerir desafios de velocidade e carga, quem precisasse diminuir a intensidade ou permanecer sentado poderia adaptar o exercício.
Na reta final, veio uma surpresa que eu tinha até esquecido que fazia parte de algumas aulas de spinning.
Acoplados à bicicleta estavam pequenos halteres, utilizados para uma curta sequência de exercícios para membros superiores. Depois de tanto trabalho de pernas e cardio, foi interessante incluir alguns minutos focados em braços e ombros.
Para encerrar, a intensidade voltou a diminuir e a aula terminou com um alongamento final. Saí da bicicleta exatamente como lembrava das minhas antigas aulas: cansada, suada e com aquela sensação de energia renovada.
Talvez o maior mérito do spinning seja justamente esse. Apesar de ser um treino intenso, o ambiente, a música e a dinâmica coletiva fazem com que os 50 minutos passem muito mais rápido do que parecem.
Essa aula foi feita no Spin ‘n Soul através do Wellhub, benefício que permite você praticar diferentes modalidades em diversas academias pagando apenas uma mensalidade.





