Dá para treinar todos os dias? Veja o que diz um médico
Saiba mais sobre os riscos de não respeitar o tempo de recuperação do corpo
Se você treina com regularidade de gosta de se manter sempre ativo, provavelmente, já deve ter conhecimento sobre a importância de respeitar o tempo de recuperação. Dar ao corpo um período de descanso é essencial para evoluir de maneira segura, eficiente e sustentável. Mas você sabia que, durante esses momentos, não é preciso necessariamente permanecer em inatividade completa?
Dá para treinar todos os dias? O que ter em mente?
“Muita gente associa recuperação a ficar sem fazer nada. Mas recuperar não precisa ser parar completamente”, diz o o ortopedista e traumatologista do esporte Dr. Bruno Canizares, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.
Na prática, o organismo consegue lidar bem com estímulos frequentes, desde que exista um bom planejamento, variação de carga e consideração aos próprios limites.
“O segredo é ajustar intensidade, volume e impacto. Faz sentido treinar todos os dias quando existe uma alternância entre musculação, aeróbico, mobilidade e atividades regenerativas”, orienta Canizares. “O erro não é treinar todo dia. O erro é treinar forte todo dia“, completa o médico.
Atletas profissionais, por exemplo, costumam se exercitar praticamente todos os dias, porém com a consciência de que não dá para exigir o máximo de si em todas as sessões e com muita organização.
Os riscos de não respeitar o tempo de recuperação
Não respeitar o tempo de recuperação do corpo e treinar na mesma intensidade e no mesmo ritmo de maneira contínua pode aumentar o risco de lesões, comprometer o desempenho e colocar a saúde geral em perigo.
Quando o organismo não tem um período de descanso suficiente entre as sessões mais “fortes”, pode ocorrer um fenômeno chamado overtraining, que desencadeia uma série de sintomas físicos e mentais.
Entre os principais sinais de alerta do quadro estão fadiga persistente, dores musculares frequentes, dificuldade para dormir, diminuição da imunidade e irritabilidade.
Já em relação à lesões, é fundamental destacar que elas se manifestar como resultado de meses de sobrecarga acumulada.
“O organismo precisa de tempo para se adaptar aos estímulos. Quando existe um aumento excessivo de intensidade ou volume sem recuperação adequada, músculos, tendões e articulações ficam mais vulneráveis”, enfatiza o traumatologista do esporte.
As consequências mais comuns, segundo o médico, incluem tendinites, dores articulares persistentes, lesões musculares e fraturas por estresse.
Além da carga de treino, fatores como dieta inadequada, excesso de tensão no dia a dia e noites mal dormidas também interferem diretamente na capacidade de recuperação.
“O tratamento passa por descanso adequado, redução da carga de treino, melhora da qualidade do sono e ajustes na alimentação”, finaliza o Dr. Bruno Canizares.
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