Rafaela Silva, medalhista olímpica, sonha em levar o judô para a periferia

Ela deu um golpe nos desafios da vida e, hoje, deseja propagar os benefícios do esporte para as comunidades carentes

Por Daniela Bernardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 21 out 2024, 19h23 - Publicado em 29 jul 2016, 09h57
Jorge Bispo
Jorge Bispo (/)
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O judô deu muito mais do que a medalha de campeã mundial a Rafaela. O esporte garantiu que ela e a irmã ficassem longe dos perigos das ruas enquanto extravasavam a energia em cima do tatame. Um verdadeiro ippon, que a atleta sonha em espalhar na vida de outros jovens da periferia.

O INÍCIO…
Conheci o judô quando tinha 5 anos. Morava na Cidade de Deus e minha mãe não queria que eu e a minha irmã ficássemos na rua. Como a associação dos moradores oferecia aulas de futebol, dança ou judô – e eu nunca me interessei por balé –, fui direto para o tatame.

NUNCA MAIS PAREI PORQUE…
Gostava de ganhar das outras crianças. Sou muito competitiva, e meu professor usava esse meu lado “agressivo” em prol do esporte.

DO QUE MAIS GOSTO NO JUDÔ…
Ele cria oportunidades e transforma as pessoas. Treino no Instituto Reação, que ajuda qualquer cidadão a se socializar, seja para competir ou não.

PRINCIPAL TÍTULO…
O ouro do Mundial de 2013. Mas ganhei muito mais, porque, graças ao judô, conquistei tudo o que tenho na vida: desde a reforma de casa até viagens a lugares que nem imaginava.

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JÁ COMPETI…
Em Paris, no Japão, na Turquia, em Londres e na Tailândia.

SONHO DE ATLETA…
A medalha olímpica é o único título que me falta.

FUTURO…
Quero terminar a faculdade de psicologia e abrir um projeto social na Cidade de Deus para que outras crianças tenham a mesma oportunidade que tive.

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ALIMENTAÇÃO…
Evito refrigerante e doces. E faço suplementação para ganhar peso apenas com músculos – sou um pouco leve em comparação às adversárias.

PARA LUTAR, VOCÊ PRECISA…
Ter vontade e ser destemida, sem faltar com o respeito com a adversária.

SÓ SUBO NO TATAME…
Com o pé direito. E sempre carrego a credencial da competição anterior comigo.

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QUANDO ESTOU PERDENDO…
Penso que tenho que ir para cima porque o tempo está acabando e preciso virar a luta.

AO OLHAR A ADVERSÁRIA…
Sinto um pouco de ansiedade, mas logo passa. E, aí, eu foco apenas em derrubá-la.

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