Remada: como ativar as costas de verdade

A execução correta é o que define a ativação das costas na remada

Por Helena Saigh 20 abr 2026, 20h00
Mulher com top e bermuda pretos, sentada em aparelho de academia, puxando a barra de remada com as duas mãos, focada no exercício
Pensar nas escápulas e no caminho do cotovelo muda o exercício. (KamranAydinov/Freepik)
Continua após publicidade
  • Se você faz remada e sente mais o braço do que as costas, não está sozinho. Esse é um dos erros mais comuns no treino e, na maioria das vezes, tem mais a ver com execução do que com carga.

    A remada é um dos principais exercícios para trabalhar dorsais, mas, para isso, o movimento precisa ser feito com intenção e controle.

    Entenda o movimento!

    Antes de puxar, é preciso posicionar. A remada não começa no braço, mas nas escápulas. O primeiro passo é pensar em levar os ombros para trás e para baixo, criando estabilidade antes de iniciar a puxada.

    Esse ajuste muda completamente o recrutamento muscular. Estudos de eletromiografia, mostram que a posição escapular influencia diretamente a ativação dos músculos das costas durante exercícios de puxada.

    O cotovelo manda no exercício

    Um dos erros mais comuns é puxar a carga com as mãos.

    Continua após a publicidade

    Na prática, o foco deve estar no caminho do cotovelo. Em vez de pensar em puxar a polia, a barra ou o halter, imagine levar os cotovelos para trás, próximos ao corpo.

    Esse padrão favorece a ativação do latíssimo do dorso, como mostram análises de EMG em diferentes variações de remada publicadas no Journal of Strength and Conditioning Research.

    Descubra 6 tipos diferentes de remada

    Menos carga, mais controle

    Colocar mais peso nem sempre significa mais resultado.

    Continua após a publicidade

    Quando a carga está alta demais, o corpo tende a compensar com impulso, tirando o foco da musculatura alvo. Reduzir o peso e controlar o movimento pode ser mais eficiente.

    Pesquisas mostram que execuções mais controladas aumentam o tempo sob tensão, fator diretamente relacionado à ativação muscular e ao estímulo de hipertrofia.

    Amplitude faz diferença

    Outro ponto importante é a amplitude do movimento.

    Estender completamente os braços na descida e contrair bem as costas na subida garante um estímulo mais completo. Movimentos curtos limitam o recrutamento muscular.

    Continua após a publicidade

    Conexão mente-músculo

    Pode parecer detalhe, mas faz diferença.

    Focar conscientemente na contração das costas durante o exercício pode aumentar o recrutamento muscular. Um estudo publicado no European Journal of Applied Physiology, mostrou que a atenção direcionada ao músculo ativo aumenta sua ativação durante o treino.

    Ajustes simples na postura, no caminho do movimento e no controle da carga podem transformar completamente o resultado.

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.