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Treinar descalço: benefícios e riscos que você precisa conhecer

Deixar o tênis de lado na hora de treinar é bom ou ruim? Veja o que dizem especialistas em ortopedia

Por Maraísa Bueno
16 jan 2026, 16h00 • Atualizado em 19 jan 2026, 13h49
Treinar descalço faz diferença? Especialistas respondem
Treinar descalço faz diferença? Especialistas respondem (freepik/Freepik)
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  • Ao praticar qualquer atividade física, seja musculação, corrida ou caminhada, o conforto é um dos grandes aliados para que não haja risco de lesões ou machucados indesejados. Já trouxemos aqui sobre o treino de inferiores com tênis reto, onde especialistas trouxeram os benefícios para ter bons resultados na execução. Mas, muitas pessoas também preferem deixar o tênis de lado na hora de treinar. Mas, treinar descalço faz diferença?

    “Isso é positivo para as pernas. O treino descalço está indicado para treinos específicos com treinos domiciliares  e em studios, além das situações de levantamento terra e agachamento com cargas leves”, explica Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva do hospital Albert Einstein e da Rede D’Or, 

    Já o também ortopedista Dr. Fernando Jorge, especialista em cirurgias do Joelho e cirurgias do Quadril, “treinar descalço ou com meias tem benefícios e riscos, dependendo da atividade”. O profissional explica nos pontos a seguir:   

    Benefícios:  

    • Propriocepção Aprimorada: O contato direto com o solo estimula terminações nervosas dos pés, melhorando equilíbrio e ativação muscular.
    • Ativação do Core e Glúteos: Movimentos como levantamento terra descalço podem aumentar o recrutamento muscular devido à maior conexão com o solo.
    • Correção Postural: Favorece a distribuição natural do peso, reduzindo compensações musculares.  

    Riscos:  

    • Impacto e Lesões: Em exercícios de alto impacto (saltos) ou com cargas muito pesadas, a falta de amortecimento aumenta o estresse em tendões e ligamentos.
    • Higiene e Segurança: Ambientes públicos (academias) podem expor a riscos de infecções ou cortes. 
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    E se a preferência for por usar tênis no treino?

    Agora, se você prefere treinar de tênis, saiba que existem modelos específicos pra cada tipo de atividade física. E o seu objetivo define qual o seu tênis ideal.

    De acordo com estudo publicado no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, onde diversos corredores foram questionados sobre os fatores de riscos associados a lesões relacionadas à atividade física, 91% acreditavam que o tipo de tênis influencia no risco de lesões e, dentro disso, 84% falavam que o tênis inadequado pode ser o grande vilão para lesões.

    Porém, segundo o estudo da revista Frontiers in Sports and Active Living, não há evidências científicas consistentes que constatem os paradigmas sobre o tipo de tênis influenciar ou não no risco de lesões. Os autores do estudo indicaram que os profissionais de saúde considerem abordar individualmente cada atleta na hora de escolher o tênis ideal para corrida ou caminhada. 

    Quais as dicas dos profissionais sobre qual o tênis ideal?

    Para o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, a escolha do tênis ideal é extremamente importante, pois “o mesmo desempenha um papel fundamental tanto na performance quanto no conforto e prevenção de lesões. Ele é responsável pela absorção do impacto, funciona como suporte para diferentes tipos de pisada, pode garantir estabilidade e equilíbrio, conforto e desempenho”.

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    O profissional ainda ressalta que o objetivo da atividade física também interfere na escolha do tênis ideal. “Os tênis para corrida precisam de um sistema de amortecimento mais sofisticado, o que é importante nesta atividade. Outro ponto é : se tiver uma pisada muito alterada, pronada ou supinada, deve-se fazer um teste e escolher um tênis adequado para a situação, quer seja corrida ou caminhada”.

    São basicamente dois tipos de testes que é possível identificar o tipo de pisada: o teste simples da pisada – chamado de Teste da Pisada no Papel – e a baropodometria. “Ainda existe um teste mais sofisticado para algumas situações que é a análise de marcha em esteira com filmagem”, explica Dr. Marcos.

    Algo que também pode acontecer é comprar um tênis e não se adaptar a ele, passando a sentir dores após a atividade física. O personal trainer Evandro Félix da Silva dá a dica: “Se o tênis é o modelo adequado para sua pisada e ainda assim você sentiu dores, precisamos identificar a sua aptidão física para o momento. O sobrepeso pode gerar tal problema, por conta da pressão e pela falta de condicionamento físico mesmo. Adequar o estímulo para caminhadas inicialmente e fortalecimento com uma orientação de um profissional de educação física e que tenha o estímulo correto para dar sequência e com o devido respaldo”.

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