Preciso ser malhada para ser saudável? Você pode se exercitar do seu jeito

Ser saudável vai muito além de cumprir regras fitness e de alimentação. É antes de tudo uma questão de escolha. As duas histórias que mostramos aqui provam isso. Duas mulheres, duas relações diferentes com a atividade física e algo em comum: elas são felizes assim

De um lado, as viciadas em academia. Do outro, aquelas que não gostam nem de pisar em uma. Você já se pegou dividida entre os dilemas de como ser saudável sem trair seus próprios gostos? Sim, tem jeito para todo mundo. Não importa se você é louca por exercícios ou prefere ficar em casa vendo séries. “Qualquer que seja o caso, malhe você muito ou pouco, o importante é encontrar uma atividade física que goste, pratique com frequência e faça você se sentir bem consigo mesma“, indica a educadora física e gerente de musculação Larissa Kussano. E pode até mesmo ser em casa, com ajuda de um app ou de um canal do YouTube. Essas duas histórias inspiradoras vão te ajudar a escolher o seu lado da força!

Devagar e sempre

Acervo pessoal Acervo pessoal

Acervo pessoal (/)

“Sempre fui do tipo que não gostava de malhar. Já tentei musculação, jump, natação, mas nunca consegui me manter fiel a uma atividade por muito tempo”, conta a bancária Ana Paula Accorsi, 32 anos. Há 6 meses as coisas começaram a mudar. Ana Paula mudou-se e descobriu uma escola de dança a poucos metros de casa. Foi uma aula experimental que a fez se apaixonar atividade. Ali decidiu: dançaria aos sábados de manhã, por uma hora. “Os ritmos mudam a cada semana: tem axé, anos 80, funk… Apesar da aula ser curta, consigo sentir resultados no corpo. Foi a primeira e até agora a única atividade com a qual me identifiquei e consegui manter”, diz. Hoje, quem diria, ela diz sentir falta das aulas e até se sente mal quando precisa faltar. “É o que me relaxa e me faz esquecer do stress da semana. É o meu momento.

Uma hora por semana parece pouco, mas a educadora física Larissa garante que, ainda assim, os benefícios podem ser sentidos no dia a dia. “Os resultados estéticos vão demorar muito a aparecer, mas a disposição aumenta e a pessoa já deixa de ser considerada sedentária.” O ideal, segundo ela, seria tentar se movimentar mais durante o dia – subindo escadas ou fazendo caminhadas ao invés de usar automóveis, por exemplo. Porém, o simples fato de seguir uma atividade física com regularidade já pode ser encarado como uma vantagem. É que assim o risco de abandonar o exercício diminui. “É um bom começo. Cada pessoa tem um ritmo para se adaptar ao exercício e não existe uma fórmula de certo e errado”, defende a professora. 

Renata Miwa Renata Miwa

Renata Miwa (/)

Com força total

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Acervo pessoal (/)

A dentista Camila Ayres, 30 anos, ainda nem tinha entrado na adolescência quando a atividade física passou a fazer parte da rotina dela. Praticava ginástica olímpica aos 11 anos. Aos 16, já estava na academia e, mais tarde, aliou a atividade aos treinos de handebol pela faculdade. O hábito de quase 20 anos mexendo o corpo ganhou reforço há 3, quando conheceu o crossfit. “Estava cansada da musculação, da rotina de sempre”, explica. A monotonia deu lugar aos burpees, treinos com corda, kettlebell e muito, muito suor. “No começo, treinava apenas duas ou três vezes na semana, porque ficava muito dolorida. Com o tempo, passei para quatro e até cinco vezes”, diz Camila.

A guinada para aumentar a frequência na prática veio com uma mudança no estilo de vida. “Por mais que os coaches dissessem que eu estava evoluindo, sentia que faltava algo.” A dentista deu um passo além: consultou uma nutricionista, passou a frequentar um endocrinologista e aumentou a intensidade dos treinos. Logo Camila passou de uma amante de crossfit para uma competidora da modalidade. “Hoje não consigo viver sem treinar, é quase um vício. É meu refúgio. Às vezes fico 3 horas treinando, entre alongamentos, aquecimento e treino. Às vezes entro, treino e saio correndo. Mas dificilmente deixo de ir“, conta. O crossfit, segundo ela, fez com que encarasse a atividade física de uma outra maneira: “Por mais que eu esteja cansada, estressada, por mais que meu dia tenha sido horrível, sempre saio dos treinos mais calma. Treino para me sentir bem.”

Esse é o efeito do crossfit quando praticado em uma frequência alta, explica Larissa. “Ele é um esporte de superação, de desafios, uma atividade para quem gosta de ir além dos próprios limites, daí um dos motivos dos praticantes quererem treinar sempre mais e mais”, explica. É quase como se a pessoa se viciasse na liberação de endorfina provocada pelo exercício. A frequência alta, no entanto, tem prós e contras. Esportes de alta intensidade trazem resultados estéticos mais rápidos, mas não são para todo mundo. “O corpo sofre um desgaste até chegar ao nível de alto rendimento e requer descanso para recuperação do exercício. Treinar todos os dias, sem intervalo, pode não fazer bem para o organismo e influenciar até mesmo na produção hormonal, desregulando-a. Além disso, o risco de lesões tende a ser maior por causa da repetição exagerada dos movimentos”, ressalta. 

Renata Miwa Renata Miwa

Renata Miwa (/)

No fim das contas, o que importa é fazer as suas escolhas, do seu jeito e sem medo de ser feliz. Lembre-se: os resultados são seus!

Reportagem: Bruna Bittencourt.
Edição: Emilãine Vieira.

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