Quem nunca teve dengue não deve tomar a vacina, alerta Anvisa

Segundo o laboratório que produz o imunizante, tomar o medicamento sem ter tido contato prévio com a doença aumenta o risco de complicações

Por Redação BOA FORMA - Atualizado em 17 fev 2020, 14h58 - Publicado em 30 nov 2017, 13h49

A Dengvaxia, vacina da dengue aprovada no Brasil em novembro de 2015, é considerada um grande avanço num país que, ano após ano, sofre epidemia da doença. Mas, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (29) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quem nunca foi picado pelo Aedes aegypti não deve ser imunizado.

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De acordo com o laboratório Sanofi Pasteur, que produz a Dengvaxia, indivíduos que tomarem a vacina sem ter tido contato com o vírus da dengue estão mais propensos a apresentar complicações se contaminados por um mosquito infectado. Vale destacar, no entanto, que não é o medicamento em si que causa a enfermidade, mas a picada do transmissor.

Em comunicado, a Anvisa esclarece que o risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro da vacina. “Ela foi estudada em mais de 40.000 pessoas em todo o mundo. Os ensaios clínicos seguiram os padrões estabelecidos por guias internacionais, como Guidelines for the clinical evaluation of dengue vaccines in endemic areas, da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, assegura a agência.

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O órgão destaca que a bula do imunizante será atualizada. O produto protege contra quatro subtipos do vírus da dengue e está indicado para pessoas de 9 a 45 anos de idade. Por enquanto, só é possível encontrá-lo na rede privada de saúde. “Para quem já teve a doença, os benefícios permanecem favoráveis”, afirma a Anvisa.

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