Espirulina: vale a pena tomar esse suplemento?

Conhecido das dietas e rotinas alimentares saudáveis, o suplemento alimentar traz uma série de benefícios ao corpo humano.

Por Marcela De Mingo Atualizado em 31 ago 2021, 14h48 - Publicado em 2 set 2021, 08h00

No mundo dos suplementos alimentícios a espirulina é um dos mais conhecidos. Com certeza, você já topou com o termo em algum lugar. Mas, afinal, o que é a Espirulina e para quê ela serve? E, aliás, vale mesmo a pena incluí-la na alimentação? Trouxemos todas as respostas nos parágrafos abaixo: 

O que é a espirulina? 

De acordo com os Drs. Alisson Melo e Elifas Rodrigues, da Clínica Benessere de nutrologia e saúde personalizada, a espirulina é uma cianobactéria que pode ser usada como suplemento alimentar devido à sua alta concentração de nutrientes, proteínas, minerais, vitaminas do complexo B, vitaminas A e C, aminoácidos e antioxidantes, como a ficocianina e o ácido gálico, além de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio. “É sem dúvida um dos mais completos suplementos naturais disponíveis na natureza”, explicam.

E, com esse tanto de nutrientes e vitaminas na composição, é fácil pensar que vale a pena o consumo, certo? Mas, assim como qualquer outro suplemento alimentar, é preciso entender a sua real necessidade e o seu objetivo com a suplementação. De acordo com os médicos, a espirulina é indicada para vários tratamentos, que passam por prevenção de doenças cardíacas, como infarto, câncer, diabetes e desnutrição, além de tratamentos de pessoas obesas. 

“Também é indicada para mulheres que possuem um fluxo menstrual alto e que estão no climatério ou na menopausa; para idosos, pois seus antioxidantes e minerais ajudam a combater inflamações e melhorar a imunidade; e auxilia na redução da toxicidade renal por metais pesados e medicamentos usados no tratamento de cânceres”, dizem.

Espirulina: contraindicações e doses adequadas

Como vimos acima, é importante contar com a indicação de um médico para o uso devido da espirulina, já que o seu consumo em excesso pode causar desconfortos gastrointestinais, enjoos, vômitos e até diarreia. Sintomas mais graves, como alergias, coceiras, dificuldade de respiração e dificuldade para engolir alimentos também podem aparecer nesses casos. 

Quanto às contraindicações, elas também existem, e é importante mantê-las em mente. “O consumo não é indicado para mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pois a maior parte das substâncias ingeridas pela mulher também passarão para o bebê através do leite materno”, explicam. “Também não deve ser ingerida por crianças e pessoas que sofrem de fenilcetonúria.”

Ainda assim, a espirulina traz uma série de benefícios ao organismo e é indicada em diversas fases da vida. O essencial é seguir a orientação médica para o consumo, que pode ser feito em dose única ou fracionada em 2 a 3 doses ao longo do dia, de preferência sempre 20 minutos antes das principais refeições. 

Continua após a publicidade
Publicidade