Consumir suplementos alimentares virou um estilo de vida

Buscar uma suplementação adequada, que priorize os níveis de energia e a imunidade, são a tendência do momento

Por Marcela De Mingo Atualizado em 3 mar 2022, 19h30 - Publicado em 10 mar 2022, 08h00

Seja sincera: você toma algum suplemento alimentar? Hoje em dia, é bem provável que a sua resposta a essa pergunta seja “sim”, principalmente com a pandemia de coronavírus e todas as teorias de contágio e complicações relacionadas, também, aos níveis de vitaminas e minerais no corpo. 

E, não, você não está sozinha nessa. De acordo com Daniel Borges, diretor de desenvolvimento de negócios da ADM na América Latina, a persistência do COVID-19 mudou radicalmente os hábitos de consumo da população, que passou a buscar um estilo de vida mais saudável e equilibrado.

“Nesse cenário, o consumo de suplementos nutricionais aparece com um crescimento significativo, principalmente nos países da América Latina”, explica. “Os suplementos nutricionais atendem essa expectativa do consumidor, pois podem ser formulados para apoiar as metas de saúde e bem-estar.”

Essa mudança foi tão marcante que, segundo algumas pesquisas desenvolvidas pelo ramo no final de 2020, 74% dos usuários de suplementos nutricionais na América do Sul disseram que continuariam com a suplementação no próximo ano. Não só isso, mas 65% dos usuários também explicaram que esses suplementos foram eficazes para ajudar a resolver problemas de saúde e 90% dos consumidores de suplementação alimentar disseram que fariam mais esforços para se manterem saudáveis por conta do COVID-19. Impressionante, certo? 

SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR COMO ALIADA DA SAÚDE

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“Os consumidores estão buscando ativamente soluções que atendam às suas necessidades específicas de saúde e bem-estar”, continua Daniel. “De fatores de saúde individuais a histórias e experiências pessoais, cada pessoa define saúde e bem-estar de maneira diferente. Entre os principais alvos dos consumidores para suporte de suplementos estão a função imunológica e a energia.”

Não é nenhuma novidade, aliás, que a função imunológica do corpo virou protagonista na era do coronavírus. Com a doença e as variantes do vírus, os consumidores estão mais interessados em produtos que são formulados para apoiar o sistema imunológico e fortalecê-lo. Um exemplo disso são os suplementos de vitamina C ou as cápsulas de vitamina D. 

Quando o assunto é energia, muita gente percebeu níveis altos de cansaço e falta de disposição como um resultado da pandemia. Por isso, a busca pelo bem-estar físico e mental também virou uma prioridade. 

“Com o home office e os inúmeros isolamentos sociais, muitas pessoas recorreram à alimentação para proporcionar tanto nutrição quanto conforto e nostalgia em meio à pandemia”, explica Daniel. “À medida que a pandemia avançava, os consumidores se voltavam cada vez mais para produtos de alimentos e bebidas que atendiam às suas necessidades de aumento de energia e também aos seus desejos por fontes de ingredientes da natureza que associavam a atributos de bem-estar.”, 

Isso significa um aumento nas buscas de alimentos e bebidas funcionais de até 65%, segundo alguns estudos, e uma preocupação crescente com a imunidade, no geral. E, isso, somado a um desejo crescente por experiências agradáveis, inclusive na hora da suplementação. 

“A funcionalidade do produto e o apoio à saúde e bem-estar podem ser os fatores mais importantes que impulsionam o consumo de suplementos nutricionais, mas não são os únicos. Os consumidores de hoje buscam cada vez mais produtos que sejam convenientes para o seu dia a dia e que tragam uma boa experiência sensorial de consumo. Suplementos em forma de balas e chicletes, por exemplo, são opções deliciosas e divertidas para todas as faixas etárias.”

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