11 novas tecnologias para tratar acne, melasma, celulite…

Garimpamos as tendências de beleza apresentadas nos últimos congressos internacionais de dermatologia com os médicos que foram conferir tudo in loco

Preenchedor injetável que combate flacidez corporal e celulite, um novo jeito de aplicar a toxina botulínica com resultado muito mais natural e tratamento vapt-vupt para dar fim à incontinência urinária leve (deixar o xixi escapar durante o treino nunca mais!) e às gordurinhas que incomodam e resistem à malhação. Essas são apenas algumas das técnicas apresentadas nos dois principais congressos de dermatologia mundiais – o Imcas, em Paris, e o Meeting Anual da Academia Americana, em San Diego (EUA) –, que chamaram nossa atenção e estão desembarcando nos consultórios brasileiros. BOA FORMA entrevistou um time de especialistas e conta tudo para você em primeira mão.

Veja também

1. Trusculpt 3D

Preparada para dar adeus à gordura localizada de culotes, abdômen e flancos? O tratamento de radiofrequência emite ondas de calor que aquecem profundamente a área tratada. “Quando a gordura é submetida a alta temperatura – chega a 45 °C – por um período de 15 minutos, ela é destruída”, diz Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo. São recomendadas duas ou três sessões, com intervalo mensal. Como bônus, você ganha firmeza.

2. Tixel

Dois em um, além de produzir colágeno para preencher estrias, o procedimento também apresenta bons resultados no combate à flacidez no rosto e no pescoço. Para isso, ele eleva
 a temperatura da pele a até 400 °C. “Parece dolorido, mas o anestésico tópico alivia a sensação”, diz Jardis. Como a tecnologia não causa manchas, é segura até para pacientes morenas. Em três dias, a vermelhidão vai embora. São indicadas de três a cinco sessões, mensais.

3. Cellfina

O aparelho, ainda não disponível no Brasil, promete quebrar fibroses que repuxam a pele e reforçam a aparência de casca de laranja característica da celulite. Melhor: com resultado duradouro.

4. Ellansé

Quer dar uma remodelada de forma natural sem se transformar numa pessoa diferente da que
 está na foto de cadastro da academia? Conheça 
a nova geração de preenchedores com colágeno biorreabsorvível (é incorporado ao organismo após um tempo) à base de policaprolactona, estimulador que dá volume enquanto produz colágeno.

“A substância combate a flacidez e promove um aumento real na sustentação”, diz
 o dermatologista Gabriel Aribi, de São Paulo. Por aqui, o ativo leva o nome de Ellansé e requer, no mínimo, duas sessões, com intervalo de 30 dias. “Os contornos faciais são redefinidos e as rugas, reduzidas”, afirma a dermatologista carioca Karla Assed.

O produto, injetável – indicado para aplicações nas têmporas, nas maçãs do rosto, nas mandíbulas e no queixo –, oferece duração de um a quatro anos, dependendo da formulação escolhida: “São quatro apresentações, e o médico elege a ideal para cada paciente de acordo com a perda de firmeza”, diz Gabriel. O procedimento, realizado em consultório, leva cerca de 30 minutos e é praticamente indolor, pois as regiões da picadinha recebem um anestésico.

No corpo

Apesar de o uso corporal ainda não estar liberado no Brasil, o Ellansé também tem potencial para 
se tornar um novo queridinho no tratamento de celulite e flacidez. “Sua função preenchedora melhora imediatamente o aspecto dos furos”, fala a dermatologista Adriana Cairo, de São Paulo. Já a flacidez do bumbum, da região interna das coxas e dos braços começa a dar adeus ao seu corpo quatro meses após a aplicação, aproximadamente, quando tem início a produção de colágeno. O preço estimado é de R$ 1 800 a R$ 2 mil.

Controle íntimo

Se você, do alto dos seus 30 e poucos anos, já sofreu escape de xixi enquanto fazia exercícios, sabe que a incontinência urinária não é coisa da terceira idade. Pasme: 80% das americanas com mais de 40 anos têm algum grau do problema. No Brasil, a situação é parecida, mas poucas buscam tratamento. “Uma pesquisa mostrada no Congresso Brasileiro de Urologia, em 2017, ouviu mais de 5 mil pessoas e indicou a prevalência dos sintomas em mulheres”, diz a dermatologista Paula Chicralla, do Rio de Janeiro. Mas há novidades no front:

5. Cadeira fortalecedora do assoalho pélvico

Acaba de chegar a BTL Emsella, cadeira que emite pulsos eletromagnéticos para fortalecer a musculatura do períneo, tratando incontinência urinária leve e moderada. “A tecnologia High Fade (uma energia magnética de alta intensidade) penetra até 10 centímetros de profundidade e estimula os nervos que levam a mensagem até o músculo para contração de toda a musculatura da área”, explica Paula.

É preciso ter a disciplina de quem gosta de academia: seis sessões de um treinamento muscular de 30 minutos realizado duas vezes por semana. Indicada para todos os tipos de incontinência (por stress, por urgência e mista). Cada sessão, realizada com roupa) custa de R$ 600 a R$ 800.

6. Laser de CO2 para rejuvenescimento vaginal

O aparelho reverte a atrofia na região e a incontinência urinária leve – aquela que rola durante o treino, quando você tem uma crise de espirros ou de tosse. “A tecnologia emite feixes de luz que são absorvidos pelas moléculas de água da mucosa e estimulam a produção
 de colágeno de forma natural, recuperando
 a elasticidade”, diz a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo. São necessárias 
de duas a três sessões.

7. Microbotox

Se a expressão menos é mais faz parte da sua filosofia, você vai gostar desta nova abordagem para suavizar rugas superficiais ao redor dos olhos e na zona T. O microbotox – um dos destaques do Imcas – é a mesma toxina botulínica que você já conhece, mas em uma versão diluída e aplicada com um aparelho que funciona como um carimbo. “Suas miniagulhas atuam na pele de forma similar ao microagulhamento”, explica Adriana.

A aplicação única tem resultado em dois dias. “Além de suavizar linhas, a toxina atrofia as glândulas sebáceas [que produzem sebo], o que diminui a oleosidade do rosto, fechando os poros.” A duração é de três meses. Importante: repetir a técnica antes disso pode deixar seu organismo imune ao Botox. A partir de R$ 1,5 mil.

8. Cannabis na pele

Acne e psoríase na mira! O uso medicinal da maconha – legal em mais da metade dos Estados Unidos – está sendo indicado por suas propriedades anti-inflamatórias.

9. Dupla apaga-manchas

Vai verão, vem verão, e o melasma continua na 
lista de maiores reclamações das mulheres no consultório dermatológico. Agora, as manchas insistentes passam a ser combatidas em mais duas frentes. Novas pesquisas sugerem um ótimo resultado com a combinação de um comprimidinho + filtro solar físico com cor.

As cápsulas de ácido tranexâmico são manipuladas ou compradas na farmácia (nesse caso, a caixa com 12 comprimidos de 250 mg custa em média R$ 50) e devem ser tomadas duas vezes ao dia durante três meses. “Elas inibem o excesso de produção de melanina, impedindo que as manchas escureçam cada vez mais”, explica a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo, que coordenou uma pesquisa pioneira no Brasil sobre a doença na Universidade de Mogi das Cruzes (SP). Para fortalecer esse escudo contra os raios solares, escolha um fotoprotetor contendo óxido de ferro.

O ativo, presente nos pigmentos do produto, aumenta consideravelmente a reflexão da luz visível – emitida por lâmpadas artificiais, celular, computador –,
 ligada ao surgimento de áreas escurecidas.

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Dois ataques contra a acne

10. Laser seletivo


Mesmo quem deixou a adolescência há tempos pode sofrer com espinhas. A grande aposta para combatê-las é um laser que atua apenas na glândula sebácea – “Os tratamentos anteriores esquentavam a região como um todo para matar as bactérias causadoras da acne”, diz o dermatologista Alberto Cordeiro, de São Paulo. A novidade, ainda não disponível no Brasil, trata direto a origem do problema: a fonte produtora de sebo exagerado. Bingo!

11. Espuma de antibiótico

Outra novidade é a espuma com o antibiótico minociclina, que diminui
a população de bactérias: “Ela atua pontualmente nas lesões, tanto na fase
 de vermelhidão como na com pus”, fala 
o dermatologista carioca Murilo Drummond. “Recomendo a aplicação, em casa, de uma a duas vezes ao dia, e o acompanhamento mensal com o médico”, diz Murilo. A espuma ainda não está disponível no Brasil.

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